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Resumos e revisões curtas

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DISCRIMINAÇÃO

por : Marcio de Assis     

Autor : Marcio de Assis
Houve uma grande evolução na luta contra o racismo no Brasil, e isso pode ser constatado pela caracterização da discriminação
como crime incluída no Código Penal, e também organizativamente com o surgimento de várias organizações do movimento negro. Mas antes que digam sei que há muita coisa ainda para fazer. Porém quero tratar aqui de um tipo de discriminação social das mais violentas e nefastas quanto dissimuladas em nosso país: a discriminação ao imigrante nordestino. Como se já não bastasse a discriminação de estado sofrida pelos nordestinos pela ausência de atenção das autoridades em seus próprios estados e a nível nacional, a situação piora consideravelmente quando eles sabedores que não adianta esperar oportunidades em seus estados, vem à terra dos gostosões do sul e sudeste para tentar a vida. No Rio, em SP não sei, são chamados "paraíbas", independentemente do estado de origem, expressão depreciativa não pelo estado da Paraíba, mas pelo desprezo que esta generalização traz em si. Os paraíbas são garçons, porteiros, operários da construção civil e o máximo que conseguem de ascensão social é quando são chefes, mestre-de-obra, gerentes de restaurante e nada mais. Os negros nos já vemos como professores universitários, no funcionalismo público, dirigentes de empresas, artistas, empresários, jornalistas. E os paraíbas? E olha que muitos são brancos de olhos azuis e cabelo liso (colonização européia como dos holandeses)! Creio até que se deva discutir na questão das cotas na região sul e sudeste o percentual deles que, com certeza, construíram literalmente todas as universidades. Não só nas cotas, como nas empresas e em tudo que se tratar de luta contra a discriminação. E eles devem buscar o exemplo no movimento negro e se organizar para fazer se ouvir sua voz desde das favelas, morros e guetos a que são impelidos no sul e sudeste do Brasil.
Publicado em: fevereiro 24, 2007
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Comentários sobre DISCRIMINAÇÃO

Showing 5 out of 5   Adicione seu comentário.
  1. 0 Avaliações sábado, 3 de março de 2007
    1

    MAGNUSAMARALCAMPOS

    schvooNG, verdade mesmo que tinha palavras que não podiam ser editadas ? Quais, hein ? Ou vocês estão me discriminando ?

    Magnus

  2. 0 Avaliações sábado, 3 de março de 2007
    2

    Marcio de Assis

    Perdoe-me Dr.Magnus,

    mas não entendi seu comentário. Se puder ajudá-lo em alguma coisa estou à disposição.

  3. 0 Avaliações sábado, 3 de março de 2007
    3

    Marcio de Assis

    Perdoe-me Dr. Magnus,

    mas não entendi seu comentário. Se puder ajudá-lo em alguma ficarei feliz.

  4. 0 Avaliações quarta-feira, 7 de março de 2007
    4

    MAGNUSAMARALCAMPOS

    MÁRCIO, não houve a menor crítica ao seu artigo que é brilhante. Não sei por que o SchvOOng havia-me censurado. Eu apenas coloquei à guisa de

    complementação que sou descendente da invasão de Maurício de Nassau e que todos os SOBRENOMES referentes a CAMPO , como CAMPOS, MATOS, OLIVEIRA, OLIVA, FLORES, entre outros são sobrenomes que foram adotados por judeus holandeses ( cristãos novos ) que vieram nessa invasão. Essas pessoas casaram-se com índias e procriaram, possivelmente para não serem expulsos do País. Por parte de mãe, sou descendente de italianos que também foram discriminados durante a segunda Grande Guerra. Parabéns pelo artigo. Magnus

  5. 0 Avaliações sexta-feira, 9 de março de 2007
    5

    MariaNina

    Ainda mais, se possível, serei contra o Descobrimento do Brasil

    sou portuguesa e sou contra a invasão que fizemos a países estranhos bem como às nefastas consequências que daí advieram, como a ESCRAVATURA. Gosto do povo índio que sofreu mas NÂO SE SUBMETEU ao BRANCO, daí a necessidade de importarem ESCRAVOS. Gostei muito de ficar a conhecer este problema, mais um, de Aqui e Agora. Sabe que nunca tive interesse em conhecer o Brasil, mas se o fizesse era para conhecer os nordestinos, que fico a amar como irmã. Boa luta, irmãos meus.

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