Sim...
Quantas vezes vejo a tristeza das tardes...
O vazio e a solidão que a noite guarda em seu sepulcro.
Quanto
mais, se o vento sopra,frio,
tenebroso, barulhento,
No seu uivo desesperado.
Mais triste ainda, torna-se o vento,
Aumentando minha tristeza,
Quando vem lambendo o espaço,
Apagando rastros de sonhos deixados pelos caminhos.
Daí, o que poderia ser sonho eterno,
Torna-se fugaz, passageiro.
Num instante,
O curso de uma vida toma outro rumo.
Quem dera!
Horas felizes fossem eternas...
Quem dera!
Horas amargas, fugazes, passageiras...
Mas, como nem sempre
O vento tráz a brisa fresca da manhã,
A
alegria da tarde,
O descanso da madrugada,
Continuo meu caminho;
Se triste, ou sozinha, vou seguindo,
O rumo do vento.
© Inajá Martins de Almeida