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Resumos e revisões curtas

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Shvoong Home>Artes & Humanidades>Metodologia da Investigação em Psicologia e Educação

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Metodologia da Investigação em Psicologia e Educação

por : Martuque    

Autor : D. M. Mertens
No primeiro capítulo,aqui analisado - "An Introduction to Research" - a autora pretende explicar,
em termos simples e objectivos, o que é uma investigação, a terminologia envolvida, a evolução dos paradigmas subjacentes e a Ética que deve presidir à condução de qualquer processo de investigação.Em primeiro lugar, é justificada a pertinência da realização de trabalhos de investigação em Psicologia e Educação. Neste ponto, o autor refere que nem todos os estudos pretendem ter, a curto prazo, impacte sobre a sociedade, denominando-os investigação elementar
, para, então, referir que o que se apresenta nesta obra são métodos de design
de investigação úteis para educadores, psicólogos, entre outros e cuja orientação é, de facto, vocacionada para resultados com utilidade social.À questão “O que é Investigação?” o autor responde, com o auxílio de outros autores, referindo que há diferenças entre a revisão bibliográfica, a escrita de um artigo ou a escrita jornalística e as actividades de investigação. Por investigação Mertens entende uma de muitas formas diferentes de conhecer e entender uma realidade, mas que se distingue da intuição, no sentido em que constitui um questionamento sistemático para recolher, analisar e interpretar realidades ou factos. Com a ajuda de dados, os procedimentos de investigação permitem compreender, descrever, predizer ou controlar fenómenos de natureza educacional ou psicológica.Oautor apresenta, também, as principais etapas de um processo de investigação, salvaguardando, no entanto, que raramente o processo é tão linear, existindo, por vezes, a necessidade de avançar e regredir nas etapas consoante o desenrolar do trabalho.Na descrição das opções tomadas na estruturação da obra, Mertens refere-se, generalizadamente, a dois tipos de métodos subjacentes a uma investigação - qualitativos e quantitativos e justifica a sua opção de incluir ambos os métodos e de os associar no interior de três grandes paradigmas com a necessidade de uma orientação teórica do investigador, que deve ser cultivada por ser crítica nas decisões tomadas durante a condução do processo de investigação e, em última instância, na própria decisão quanto à escolha do método a seguir. De acordo com o autor, os três paradigmas mais importantes, vigentes na teoria da investigação, são o Positivismo
, o Interpretativo/Construtivista
e o Emancipatório
. Citando Lather, Mertens identifica as principais características de cada paradigma, revelando que o Positivismo
reflecte as metodologias quantitativas, o Interpretativo
reflecte as metodologias qualitativas e o Emancipatório
inclui os métodos participativos e que pretendem transformar práticas.É de referir que Mertens demonstra ser redutora a categorização do conjunto de metodologias utilizadas em investigação em apenas três paradigmas que, segundo ele, nem são consensuais entre o conjunto de teóricos destas matérias, mas também ressalva que esta é uma caracterização válida, no sentido em que facilita a sua própria análise e apresentação nesta obra.
Publicado em: janeiro 14, 2007
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