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Resumos e revisões curtas

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Shvoong Home>Artes & Humanidades>Sofrer de maneira mais humana

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Sofrer de maneira mais humana

por : Thynus    

Autor : anonymus
Todos queremos ser felizes. Por caminhos diferentes, com mais ou menos acerto, todos nos esforçamos por alcançar «algo»
que chamamos «felicidade» e que nos atrai desde o mais profundo do nosso ser. Mas, tarde ou cedo, todos nos encontramos na encruzilhada do sofrimento.
Por muito que se esforce em evitá-lo, todo o homem ou mulher termina experimentando na sua própria carne a verdade das palavras de Job: «O homem, nascido de mulher, é curto de dias e farto de inquietações.»
Sem dúvida, os sofrimentos de cada pessoa são diferentes e podem dever-se a factores muito diversos. Mas K.G. Durckheim-K recorda-nos nas suas obras as três principais fontes donde brota o sofrimento humano.
O homem busca, antes que nada, segurança e quando na sua vida surge algo que a põe em perigo, começa a sofrer porque a sua segurança pode ficar destruída. Muitos dos nossos sofrimentos provêm do medo de que fique destruída a nossa imagem, a nossa tranquilidade, a nossa saúde.
O homem busca, além disso, sentido para a sua vida, e quando experimenta que esta não significa nada para ninguém nem sequer para ele mesmo, começa a sofrer porque já tudo lhe parece absurdo e inútil. Nada merece a pena. Quanto sofrimento nasce dos fracassos, frustrações e desenganos.
O ser humano busca também amor frente ao isolamento e à solidão, e quando se sente incompreendido, abandonado e só, começa a sofrer. Quantas pessoas sofrem hoje porque não têm próximo ninguém que na verdade as queira.
A fé não dispensa o crente destes sofrimentos; também ele conhece, como qualquer outro homem ou mulher, o lado doloroso da existência. Por outro lado a fé não carrega necessariamente o cristão com um sofrimento maior que o do resto dos homens. A primeira coisa que o crente escuta quando se sente interpelado por Cristo a levar a cruz atrás dele não é uma chamada a sofrer «mais» que os outros, mas a sofrer em comunhão com Ele, ou seja, a «levar a cruz» não de qualquer maneira, mas «atrás dele», com a mesma atitude e com o mesmo espírito.
Quem vive assim a cruz, unido a Cristo e com uma atitude de confiança total em Deus, aprende a viver o sofrimento de uma maneira mais humana.
Os sofrimentos continuarão com todo o seu realismo e crueldade, mas com o olhar posto em Cristo crucificado, o crente encontra uma força nova no meio da insegurança e da destruição; descobre uma luz, incluso nos momentos em que tudo parece absurdo e sem sentido; experimenta uma protecção última e misteriosa quando se sente abandonado por todos.
Publicado em: julho 05, 2006
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