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Resumos e revisões curtas

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Shvoong Home>Artes & Humanidades>Pode-se e deve-se viver sem droga

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Pode-se e deve-se viver sem droga

por : Thynus    

Autor : Thynus
São muitas as pessoas que não amam a sua vida concreta. E muito menos sabem vivê-la. Talvez porque não encontram nem procuram,
talvez, razões para viver.
A vida quotidiana torna-se-lhes dura e penosa. Excessivamente aborrecida, monótona, rotineira e vulgar. Vivem prisioneiros das coisas. Demasiado agitados, aturdidos e vazios para poder deter-se a aprofundar a sua vida e tentar responder à sua verdadeira vocação de ser pessoas.
Quando a isto se junta um clima social conflitivo e um horizonte de insegurança e crise, é fácil a tentação de evadir-se para um "mundo feliz" que nos console da vida real e nos anestesie dos dissabores e amarguras de cada dia. Cada um procura a sua «via de escape» e consome a sua própria droga. E seria um engano crer-nos livres de toda «a dependência da droga» só porque não somos escravos de nenhuma substância tóxica.
Não é fácil calcular o número de «dependentes da televisão» que devoram diariamente duas ou três horas de televisão (mais de mil horas por ano). Sentados passivamente diante do televisor encontram na tela do televisor um alento sem o qual não saberiam viver.
Outros recorrem ao álcool ou às jantaradas de fim-de-semana. Há os partidários do bingo ou do loto. Cresce o número dos que não podem prescindir da telenovela.
O importante é fugir, esquecer, «deixar-se levar», diluir-se fora de si mesmo, não enfrentar-se com um projecto de vida pessoal, não assumir com responsabilidade a própria vida.
Não se pode viver uma vida autenticamente humana sob a escravidão duma droga. Todos precisamos despertar da inconsciência, da evasão e da superficialidade em que caímos constantemente.
Pode-se e deve-se viver sem droga.
Em jeito de conclusão, não resisto sem citar o grito de liberdade de José Régio em o "Cântico Negro":
"Vem por aqui" — dizem-me alguns com os olhos doces
Estendendo-me os braços, e seguros
De que seria bom que eu os ouvisse
Quando me dizem: "vem por aqui!"
Eu olho-os com olhos lassos,
(Há, nos olhos meus, ironias e cansaços)
E cruzo os braços,
E nunca vou por ali...
A minha glória é esta:
Criar desumanidades!
Não acompanhar ninguém.
— Que eu vivo com o mesmo sem-vontade
Com que rasguei o ventre à minha mãe
Não, não vou por aí! Só vou por onde
Me levam meus próprios passos...
Se ao que busco saber nenhum de vós responde
Por que me repetis: "vem por aqui!"?
Prefiro escorregar nos becos lamacentos,
Redemoinhar aos ventos,
Como farrapos, arrastar os pés sangrentos,
A ir por aí...
Se vim ao mundo, foi
Só para desflorar florestas virgens,
E desenhar meus próprios pés na areia inexplorada!
O mais que faço não vale nada.
Como, pois, sereis vós
Que me dareis impulsos, ferramentas e coragem
Para eu derrubar os meus obstáculos?...
Corre, nas vossas veias, sangue velho dos avós,
E vós amais o que é fácil!
Eu amo o Longe e a Miragem,
Amo os abismos, as torrentes, os desertos...
Ide! Tendes estradas,
Tendes jardins, tendes canteiros,
Tendes pátria, tendes tetos,
E tendes regras, e tratados, e filósofos, e sábios...
Eu tenho a minha Loucura !
Levanto-a, como um facho, a arder na noite escura,
E sinto espuma, e sangue, e cânticos nos lábios...
Deus e o Diabo é que guiam, mais ninguém!
Todos tiveram pai, todos tiveram mãe;
Mas eu, que nunca principio nem acabo,
Nasci do amor que há entre Deus e o Diabo.
Ah, que ninguém me dê piedosas intenções,
Ninguém me peça definições!
Ninguém me diga: "vem por aqui"!
A minha vida é um vendaval que se soltou,
É uma onda que se alevantou,
É um átomo a mais que se animou...
Não sei por onde vou,
Não sei para onde vou
Sei que não vou por aí!
Publicado em: maio 28, 2006
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Comentários sobre Pode-se e deve-se viver sem droga

Showing 5 out of 5   Adicione seu comentário.
  1. 0 Avaliações sexta-feira, 22 de dezembro de 2006
    1

    fffd

    fffd

    fgfgf

  2. 0 Avaliações terça-feira, 2 de janeiro de 2007
    2

    Jadson Rodrigues dee Sousa

    SOBRE PODE-SE E DEVE-SE VIVER SEM DROGAS

    Muito se tem abordado a questão das drogas. Estudos, pesquisas, debates,enfim.Poderemos encontrar infinitas versões e conceitos se sairmos em busca de conteúdos sobre tal tema, ilustrados com experiências de vivência como "drogado" ou como engajado em movimentos e projetos no sentido de "ajudar" aos que sucumbiram ao seu uso como dependentes. Preocupa o que traz cada matéria ou movimento em seu interior, uma vez que tendemos a ver o mundo conforme nossa cultura e partindo de pressupostos filosóficos já definidos. Daí pode-se cair no simplismo ou numa visão estreita da realidade.Valeu a matéria

  3. 0 Avaliações terça-feira, 30 de janeiro de 2007
    3

    MAGNUSAMARALCAMPOS

    ATRÁS DE TODA A DEPENDÊNCIA DE DROGAS, VOCÊ VAI ENCONTRAR OU UMA NEUROSE OU UMA PSICOSE !

    RETIRAR A DROGA SÉM O DEVIDO TRATAMENTO SÓ VAI FAZER AUMENTAR A NEUROSE OU PSICOSE DA PESSOA QUE PODE SER VERIFICADA TAMBÉM POR LEIGOS, COM A AGITAÇÃO PSICOMOTORA QUE VAI TENDER A AUMENTAR ! MAGNUS AMARAL CAMPOS.

  4. 0 Avaliações sábado, 24 de fevereiro de 2007
    4

    PabloSantos

    Excelente o seu artigo

    Serve como estimulo este tipo de conhecimento. Bom texto e bem direcionado. Claro que a felicidade por ser uma qualidade relacional do ser não pode ser buscado nem em um contentamento eterno e nem em uma atitude raída que mudará tudo, mas com certeza o vício deve ser tratado até que possa ser controlado e a pessoa possa se equilibrar... Parabéns!

  5. 0 Avaliações segunda-feira, 25 de maio de 2009
    5

    hmgillen

    ;)

    http://www.conscelebres.com/numero12/edito.html

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