Procurar
×

Registrar-se

Use sua conta no Facebook para registrar-se mais rápido

ou

Criar uma conta no Shvoong começando do zero

Já é um Membro? Entrar!
×

Entrar

Entrar usando sua conta no Facebook

ou

Não é um membro? Registrar-se!
×

Registrar-se

Use sua conta no Facebook para registrar-se mais rápido

ou

Entrar

Entrar usando sua conta no Facebook

Shvoong Home>Artes & Humanidades>Resumo de Contos de Bobo

Contos de Bobo

Resumo do Personal Experience   por:LCFNavarro    
ª
 
O trem descarrilou, por obra do destino sobrevivi, a carne, o homem sucumbiu.
Acordei num tipo de choupana, sobre mim várias minúsculas cabeças, talvez fossem de micos, bugiganga contra mandinga, sabe-se lá o quê. Estava zonzo com aquela fumaça, acho que era maconha.
Com certeza era tudo para a minha cura, pois cada vez que despertava, sentia menos dor e o mal estar diminuía.
Semanas transcorreram até poder ficar de pé e conhecer o meu bem-feitor, seu nome Chimango, um Gavião que vivia no sertão no tempo dos seus avos. Chamavam-no assim porque tinha uma visão acima de todos os homens e mulheres da aldeia. Era o curandeiro do seu povo, herdou o dom de sua bisavó.
Com o passar do tempo conquistei a confiança daquela gente esquisita, contudo hospitaleira, quase ingênuos, agiam como crianças grandes, brincavam o dia inteiro, caçavam, nadavam. À noite, ao redor de fogueiras, contavam histórias de como os deuses criaram a sua gente, os animais, os rios, as árvores, a chuva, o sol, a lua, as estrelas e tudo o mais. Esta atividade noturna repetia-se sistematicamente, ninguém deixava de comparecer. Acabei aprendendo o idioma deles, suas origens, suas crenças.
Caminhando para a roda do fogo, ouvi gritos, berros de almas doutro mundo, fiquei atônito, totens gigantescos, giravam e cantarolavam mantras que evocavam espíritos dos mortos. Meu curador, empossado por seu deva se dirigiu até a mim e sentenciou, volte e seja o louco. Sem entender fui dormir, no dia seguinte voltaria para o meu país, depois de um longo período, provavelmente tido como desaparecido ou morto.
No primeiro contato com a civilização as pessoas me olhavam com repugnância, riam, fugiam e afastavam-se. Cabeludo, barbudo e vestido com trapos aparentava um andarilho ou maloqueiro a espreita. Ensimesmado segui até uma pousada. O recepcionista com descaso informou que esgotaram os quartos, e mandou-me procurar um abrigo para indigentes. Envergonhado, saí rápido sem questionar, me sentia um selvagem aterrorizado. Depois de dormir várias vezes ao relento, encontrei debaixo duma ponte um mocó, e ali construí o meu lar.
Passou fome, frio e solidão, e desapercebidamente perdera a memória do sangue azul que corria em suas veias.
Lembrou do conselho do seu guru indígena. Concentrou-se, sintonizou e telepaticamente criou uma indumentária a qual lhe conferia poderes extrasensoriais. Esquizofrenicamente seguia vozes e vultos ordenando sair à rua e orientando nas curas e adivinhações àqueles que lhe davam um momento de atenção para ouvir aos seus contos de bobo.
Publicado em: 08 maio, 2010   
Por favor, avalie : 1 2 3 4 5
Traduzir Enviar Link Imprimir
X

.