Que idéias fazem falta para as pessoas? Certamente muitas. Mas hoje em dia ter idéias parece ser coisa do
passado.
É fora de moda. É melhor comprá-las prontas. É muito comum que elas cheguem em caixas ou até conteiners. Poucos dão importância ao exercício de criar e tentar coisas novas, coisas inusitadas que podem tornar a relação do homem com o mundo mais produtiva e talvez até mudar a vida de muitas pessoas.
No
passado era muito trabalhoso ter uma boa idéia. Às vezes o sujeito morria de trabalho para ter uma grande idéia, aí ele a colocava em prática e mudava tudo de lugar. No fim das contas acabava morrendo mesmo, porém pregado numa cruz, pendurado na forca, ou degolado na guilhotina. Dependia da época. Portanto hoje vivemos em um planeta que permite à maioria das pessoas liberdade de ter idéias, e até se pode sobreviver delas mais facilmente que no passado.
O mundo das idéias é talvez o mundo mais interessante onde uma pessoa possa estar. Sem este mundo, não existiria avião, computador, e outras maravilhas que só aparecem porque existem grandes pensadores que vivem procurando neste mundo por novas formas de fazer as coisas, e se esforçam no sentido de fazê-las saltarem de lá para o nosso mundo real, afim de reafirmar constantemente que o ser humano possui a ferramenta mais sofisticada que o universo lhe pode conceder: o cérebro altamente desenvolvido.
Muitos gênios do passado criaram o esboço da
tecnologia que temos hoje. Seus discípulos e seguidores continuaram o trabalho para ir ajustando essas idéias que começaram tímidas, mas carregaram consigo desde a sua concepção a crença de seus criadores de que eram idéias pertinentes e que funcionavam.
Por isso a realidade que vivemos no presente foi possível. Falar pelo Messenger através de uma webcam, ouvir a voz de uma pessoa do outro lado do mundo, digitalizar uma imagem e publicá-la em segundos. Alguém criou uma válvula que funcionava, e daí em diante muitas pessoas acharam que aquele invento podia ser melhorado, proporcionando mais avanços a cada nova geração de estudiosos, até chegarem aos circuitos integrados, presentes em qualquer mecanismo eletrônico disponível para nós.
Se pudermos definir essa transição das idéias pensadas por essas pessoas para a materialização delas na forma que as encontramos no mundo real, em uma palavra poderíamos denominá-la “mágica”.