Foi o mais flaubertiano romancista espanhol do século XIX, no que diz respeito à forma. A
sua estética aproxima-o também do lema “arte pela arte”, o que o levou a recusar os romances de tese e a crueza do realismo puro. Valera é considerado o melhor estilista da sua geração e o iniciador do romance psicológico em Espanha. Hedonista e céptico, nada romântico e com um espírito de raiz voltairiana, escreveu romances cheios de delicadeza e harmonia, elegantes e urbanos. Todas estas expressões de estilo e de carácter estão
presentes em Pepita Jiménez (1874). Valera voltará ao tema do amor em Bona Luz (1879) e Juanita la Larga (1896), tendo depurado toda a história conflitiva em o Comendador Mendoza (1877).