Oswald de Andrade, em 1924, lança o "Manifesto Antropófago".
A antropofagia é
uma espécie de canibalismo, mas entre os índios
brasileiros, somente acontecia quando o inimigo se mostrava forte e
digno, sendo uma forma de absorver o que o outro tinha de bom.
A idéia era absorver o que a literatura estrangeira tinha de bom,
deglutindo e devolvendo o resto. Absorvendo o que vinha de melhor, mas
não reproduzindo, e sim fazendo uma leitura crítica (com certo humor),
dessa forma mantendo
um diálogo, uma paródia.
Sendo o Brasil um país heterogêneo, como pensar em cultura num lugar
assim? O Manifesto Antropófago seria uma proposta de vingança e
demonstração de força contra o entrangeiro, onde a riqueza do Brasil
está na multiplicidade de capacidade de almagamar novas idéias.
Em "Macunaíma - O herói sem nenhum caráter", de Mário
de Andrade, a idéia de antropofagia está presente como força; já o
Tropicalismo devora todos os estilos musicais com algo primitivo
(nosso).
Toda vez que o brasileiro investe em algo estrangeiro com o primitivo como criação, pode-se acreditar que é antropófago.
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