O grande terramoto que se abateu sobre Lisboa no dia 1 de Novembro de 1755, sendo um fenómeno
físico, teve um significado cultural e
politico muito profundo. Para a “República das Letras” europeia marcou um momento de viragem do optimismo inicial, de Libniz entre outros, para o cepticismo fatalista de Voltaire e Diderot. Em Portugal e no seu império, o sismo colocou em cena uma figura política marcante, Sebastião José de Carvalho e Melo, mais tarde Marquês de Pombal, que contribuiu para estabelecer, de forma por vezes autoritária, novas fronteiras ao nível do pensamento, da arte e do gosto popular.