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Resumos e revisões curtas

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Shvoong Home>Artes & Humanidades>CASTRO ALVES - O POETA DOS ESCRAVOS

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CASTRO ALVES - O POETA DOS ESCRAVOS

por : magnus2    

Autor : Francisco Rodrigues Júnior (Magnus2)
            Foi um dos primeiros abolicionistas do Brasil e sua influência
se fez sentir até a emancipação. Dotado de fina sensibilidade e piedade sincera pela sorte dos cativos, escreveu geniais estrofes contra a escravatura. Seus versos abolicionistas começaram a ser publicados quando contava 15 anos, numa época em que se considerava desperdício de tempo ocupar-se com a sorte dos negros.                         Aos 16 anos compôs a "Canção dos Africanos" e mais tarde: "Vozes da África', "Visão dos Mortos", "Mater Dolorosa", "Mãe do Cativo", 'Louvor a Palmares", "Navio Negreiro", "Tragédia no Mar", além de outros trabalhos em defesa do escravo.                         Seu grande mérito foi o de ter posto seu talento a serviço da nobre causa da emancipação, pois os seus mais felizes versos foram inspirados pela sorte dos escravos.               Nasceu Antônio de Castro Alves na Bahia a 14 de março de 1847 e faleceu com a idade de 24 anos em Salvador, em 6 de julho de 1871, ainda estudante da Faculdade de Direito de São Paulo.               Seu poema "Navio Negreiro" é famoso. Eis algumas de suas estrofes:     ............................................ ....................................................
Era um sonho dantesco ... o tombadilho que das luzernas avermelha o brilho, Em sangue a se banhar. Tinir de ferros ... estalar de açoite... Legiões de homens negros como a noite,         Horrendos a dançar ... Negras mulheres, suspendendo as tetas Magras crianças, cujas bocas pretas          Rega o sangue das mães: Outras moças, mas nuas e espantadas No turbilhão de espetros arrastadas,          Em ânsia e mágoas vãs 1 E ri-se a orquestra irônica, estridente ... E da ronda fantástica a serpente         Faz doidas espirais ... Se o velho arqueja, se no chão resvala, Ouvem-se gritos ... o chicote estala         E voam mais e mais ... Presa nos elos de uma só cadeia, A multidão faminta cambaleia.         E chora e dança ali! Outro de martírios embrutece, Um de raiva delira, outro enloquece,        Cantando, geme e ri! ”    
Publicado em: março 06, 2008
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