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Resumos e revisões curtas

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Você é o único responsável.

por : Metralha    

Autor : Silvio Mateus Tarquini
VOCÊ É TOTALMENTE RESPONSÁVEL POR TUDO QUE LHE ACONTECE.
 
Se olharmos objetivamente
nossa realidade, veremos que existem pessoas que nos magoam, que nos tratam mal, que são desleais etc. Entretanto, subjetivamente, somos nós que atraímos pessoas e acontecimentos negativos, pela propagação de ondas também negativas. As ondas emitidas pelo pensamento, palavras e atitudes nos trazem o retorno correspondente. E como este retorno se processa? Na mesma moeda? Nem sempre. Muitas vezes alguém nos fere emocionalmente e tem seu retorno no lado material, por ser este o seu ponto vulnerável naquele momento.
Muitas pessoas têm retornos negativos sem "motivo aparente", tais como angústia, depressão, melancolia, sentimento de solidão etc. É muito comum afirmarem: não entendo porque acontece tanta coisa ruim para mim ... eu não faço mal a ninguém ... etc. Na realidade, fazem mal a si mesmas com seu próprios pensamentos, mas não têm consciência de sua mente negativa e acham mais fácil culpar terceiros.
Mais modernamente, as ondas emitidas pelo pensamento vêm sendo abordadas pela chamada Física Escalar. Da mesma forma, esta teoria explica as ondas do pensamento e seus retornos. Assim, se você pensa ou fala uma frase negativa, o retorno será também negativo, em forma de situações ou pessoas. Até aquela "puxada de tapete" que levou em sua vida foi criada por você. Mas a tendência é "apontar o dedo" para os outros, quando deveria voltá-lo para si mesmo.
A crítica, uma das vibrações negativas mais comuns, é responsável por uma série de situações ou pessoas negativas que atraímos. O orgulho, o autoritarismo, a intolerância, a impaciência, a vaidade excessiva do EGO etc., são expressões corriqueiras, mas responsáveis pelos acontecimentos negativos que deparamos ao longo de nossa vida.
E como melhorar? Primeiramente, é preciso se conhecer profundamente, para, em seguida, escolher e aplicar uma ferramenta adequada à sua autotransformação.
Inicie sua auto-análise perguntando-se: eu sou uma pessoa positivista?
Antes de responder, analise as seguintes situações comuns:
1. Quando alguém lhe pergunta COMO VAI? Você responde: "mais ou menos", "vou indo", "vou vivendo", "levando" ou desata a contar a todos os seus problemas. Se você se encaixa nessas situações ou similares, vai continuar MAIS OU MENOS, INDO, LEVANDO, VIVENDO como sempre, além de agravar os seus problemas por estar emanando repetidamente as respectivas ondas negativas cada vez que fala com alguém.
2. Quando fica doente, conta para todos, numa tentativa (consciente ou inconsciente) de atrair atenção (e a compaixão) pela dor? Se procede desta maneira, sua auto-estima deve estar muito baixa. É possível atrair a atenção (e a admiração) pelas suas qualidades que, com certeza, devem ser muitas.
3. No ambiente de trabalho, quantas vezes se flagrou pensando: "ninguém me dá o justo valor", "trabalho como um burro de carga e ninguém reconhece", "ele não faz nada e ganha muito mais do que eu, que injustiça", "ele é um incompetente", "esta empresa é uma droga" e outras que você já deve ter se lembrado.
Já lhe ocorreu que as pessoas ao seu redor REAGEM às ondas que você emite? Como quer ser reconhecido, ganhar mais, trabalhar numa empresa melhor, atrair bons colegas etc., se dentro de você existem apenas críticas e lamentações? Que ondas você está emitindo, positivas ou negativas?
4. Na área afetiva, quantas vezes se flagrou pensando "ninguém me ama", não consigo ter alguém", " fulano ou fulana vive me magoando", "pensa que me engana", "aposto que está mentindo", "quanta cobrança", "assim não dá", "se quiser, vai ser assim", "no início era gentil, agora ...", etc.
Como pode almejar um relacionamento harmonioso se não acredita em você e em seu parceiro ou parceira? Como quer ser amado ou amada se não se ama? Como deseja ter alguém, se não faz concessões? Como quer fidelidade se não acredita que isto seja possível?
No início falamos em crenças absorvidas de nosso meio, lembra-se? Quando era criança, quantas vezes ouviu de seus pais "você não faz nada direito", "esta conversa é de adultos, retire-se", "você é irresponsável", "não adianta mesmo, você não aprende" etc. As críticas sempre foram muito mais enfatizadas do que os elogios. E se já tem filhos, quantas vezes falou o mesmo para eles, quantas críticas foram feitas em relação a cada elogio?
Assim, como alguém tão humilhado e desvalorizado poderá se tornar uma pessoa positivista?
Ainda no ambiente familiar, quantas vezes presenciou discórdias entre seus pais? E quantas vezes os presenciou namorando? Qual foi a imagem que eles projetaram da vida, fácil, agradável ou dura e difícil? E se você já tem filhos, qual é a imagem que está projetando para eles?
Como você está neste momento de sua vida? Feliz, saudável, satisfeito sob todos ou quase todos os aspectos? E você acredita que isto é possível? Ou costuma afirmar que "não se consegue tudo na vida, quando um lado está bom, o outro despenca" ou " até que enfim algo de bom está acontecendo para COMPENSAR o resto". Então você acredita que o bom somente existe como forma de compensação?
Finalmente, reflita sobre os aspectos positivos de sua vida. Você consegue enxergá-los mesmo em situações bastante complexas? Ou presta mais atenção aos aspectos negativos? Quando se lembra do passado, fica remoendo os maus acontecimentos ou adora se lembrar dos bons? Você agradece, antes de dormir, por tudo de bom que lhe ocorreu ou dorme pensando nos problemas?
Depois desta análise, responda-me, você é uma pessoa positivista?
Silvio M. Tarquini é Psicanalista Clínico.
Publicado em: fevereiro 29, 2008
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