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Resumos e revisões curtas

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Shvoong Home>Artes & Humanidades>Pais que contribuem para problemas emocionais dos filhos

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Pais que contribuem para problemas emocionais dos filhos

por : mjorge    

Autor : site mais o próprio
De facto, há suspeitas sobre tipos de pais que contribuem para problemas emocionais dos filhos. Vejamos a lista (abaixo)
paradoxal e muito curiosa das características atribuídas aos pais que seria  capazes de causar eventuais desconfortos emocionais nos filhos:
Causariam sofrimento emocional os pais...
1 – omissos e ausentes
2 – tiranos e opressores
3 – que exigem muito
4 – que não exigem nada
5 – que nutrem fortes expectativas sobre os filhos
6 – que não se interessam tanto pelos filhos
7 – que se separam para não brigarem mais
8 – que não se separam mas brigam
9 – que só pensam em dinheiro
10 – que não ensinam a valorizar o dinheiro
11 – muito enérgicos (que limitam muito)
12 – muito camaradas (não dão limites)
13 – que não entendem (ou não querem entender) os filhos
14 – que interferem muito e querem saber de tudo
15 – que proíbem muito
16 – que permitem muito
17 – que nunca estão satisfeitos
18 – que acham que está sempre tudo muito bom
19 – etc.
20 – anti etc.
Ora, diante de tamanha diversidade de atitudes atribuídas ao mau desenvolvimento emocional dos filhos, é lógico considerar que o “defeito” estaria mais na pessoa do filho que nas atitudes dos pais.
A medicina não pode achar que a hipertensão, por exemplo, seja causada por uma dieta rica em sal, ou por excesso de absorção desse sal, ou por excesso de água, por falta de eliminação dessa água, por excesso de preocupações, pelo tédio de não ter o que fazer, por condições climáticas, por razões étnicas, por “ stress”, por questões familiares, etc. A medicina não deve calcar suas investigações exclusivamente em como a pessoa fica hipertensa mas, sobretudo, porque fica hipertensa essa determinada pessoa.
Nessa linha de raciocínio, chegamos a suspeitar que uma família provedora do bom crescimento emocional e desenvolvimento psíquico satisfatório de seus membros não é, obrigatoriamente, aquela com ausência de conflitos. Aceitando a idéia de Féres-Carneiro (1992), pode ser que o potencial para um bom crescimento emocional e um satisfatório desenvolvimento psíquico esteja centrado nas possibilidades que a família tem de encontrar alternativas para a solução se seus problemas e dos problemas de seus membros.
 
Publicado em: fevereiro 26, 2008
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