Era uma vez um maravilhoso jardim, situado bem no centro
de um grande campo.
O dono costumava passear pelo
jardim, ao sol do meio-dia.
Um esbelto bambu era para ele a mais bela e estimada de todas as árvores e plantas do seu jardim. Este bambu crescia e se tornava cada vez mais lindo! Ele sabia que seu Senhor o amava e que ele era sua alegria.
Um dia, o dono pensativo aproximou-se de seu bambu. Num
sentimento de profunda veneração, o bambu inclinou sua cabeça imponente.
O Senhor disse-lhe:
- Querido bambu, eu preciso de ti.
O bambu estava feliz. Parecia ter chegado a grande hora de sua vida. E ele respondeu baixinho:
- Senhor, eu estou pronto. Faze de mim o uso que quiseres.
- Bambu - a voz do Senhor era grave - bambu, só poderei usar-te se eu te podar.
- Podar ... a mim, Senhor, por favor, não faças isto! Deixa a minha bela figura. Tu vês como todos me admiram!
- Meu bambu amado - a voz do Senhor tornou-se ainda mais grave.
Não importa que te admirem ou não. Se não te podar, não posso usar-te.
No jardim, tudo ficou silencioso. O vento segurou sua respiração.
Finalmente, o lindo bambu se inclinou e sussurrou:
- Senhor, se não me podes usar sem podar, então ... FAZE COMIGO O QUE QUISERES.
- Meu querido bambu, devo cortar também as tuas folhas!
- Ó Senhor, se me amas, preserva-me de tal mal! Podes destruir minha beleza, mas por favor, deixa-me as folhas!
- Não posso te usar, se não tirar também as folhas.
O sol escondeu-se atrás das nuvens. Umas borboletas afastaram-se assustadas.
O bambu, trêmulo, à meia-voz, disse: - Senhor, corta-as!
- Ainda não basta, meu querido bambu. Devo cortar-te pelo meio e tomar-te também o coração. Se não faço isto, não posso usar-te.
- Por favor, Senhor - disse o bambu - eu não poderei mais viver .. Como viver sem o coração?!...
- Devo tirar-te o coração, caso contrário não posso usar-te.
Então o bambu inclinou-se até o chão e disse: - Senhor, corta, corta e divida. Reparte ...
O Senhor desfolhou o bambu. Decepou seus galhos. Partiu-o em duas partes. Tirou-lhe o coração.
Depois, levou-op