LEITURA E
LITERATURA Leitura Oral Justifica-se o treino de leitura oral na escola pela função socializante - na sala
de aula, nas reuniões de grêmio, em auditórios - e pelas situações. de aprimoramento de dicção, de entonação, de relação som-vocábulo, símbolo-significado. À medida que o aluno for desembaraçando-se na literatura, o trabalho do professor será o de evitar aquisição de maus hábitos, quer na parte de aprimoramento de leitura mecânica, quer na de compreensão e interpretação. Não há dúvida de que a leitura oral tenha também uma função desinibidora. Alunos mais tímidos lêem constrangidos a princípio e vão paulatinamente ganhando alguma Sejam os trechos para leitura oral selecionados com muito gosto. Os trechos de beleza de expressão, ritmo, harmonia, poesia, quer em prosa ou em verso, oferecem Ótimas oportunidades para a educação do ouvido e da voz, ao mesmo tempo que elevam o sentimento. Os trechos de bons autores aparecem, sucessivamente, como elemento de preparaçãoo para leituras completas e individuais. Os tipos mais auditivos e motores desenvolvem muito bem na leitura oral. Os mais visuais preferem a
silenciosa. Leitura Silenciosa A leitura silenciosa, fator de desenvolvimento espiritual, precisa ser olhada pelos professores com grande atenção. Se a leitura mecânica deve ser cuidada, se a higiene da leitura deve ser considerada de importância, maior cuidado merece a leitura que se chama de semântica ou de sentido ou de compreensão; ler é entender, ler é recriar, é reconstruir o pensamento ou o sentimento do autor, é realmente uma renovação do ato criador. Considera-se a leitura silenciosa a compreensão da leitura como um todo; a compreensão da idéia principal; a compreensão dos elementos subsidiários; o conhecimento do vocabulário; a rapidez. E, como coroamento, a apreciação ou julgamento do texto. Cultivados os bons hábitos de leitura silenciosa, o aluno adquire bom desembaraço, pode adaptar-se a qualquer tipo de leitura, de consultas rápidas, de pesquisas literárias, de trabalho e de lazer. Literatura e Gosto Literário Favorecer a formação do gosto literário dos alunos constitui importante tarefa do professor. Naturalmente, a condição primordial para a obtenção de resultados satisfatórios será ter o professor, ele próprio, boa formação literária A
capacidade de apreciação de um professor de língua pede a princípio ser limitada, e depois desenvolver-se, ao contato mais íntimo com as belezas da língua, da literatura e da arte em geral. A literatura oferece um campo variado de belezas, desde a mais simples e acessíveis às mais requintadas. Dentro desse material rico cabe ao mestre selecionar e dosar o que pretende apresentar ou sugerir aos alunos. Que vamos dar a ler nossos alunos? Se considerarmos a evolução do gosto, em relação às tendências originais, de acordo com o sexo e os diversos períodos de crescimento mental, vamos compreendendo preferências e orientando a escolha dentro de normas mais claras. É, pois, indispensável ao professor um conhecimento mais sério da psicologia do jovem. Na seleção de material literário o professor conta com as suas qualidades pessoais, serve-se dos recursos de especialistas em Teorias Literárias, História da Literatura, e Crítica. Quais seriam os critérios básicos de escolha de obras para o curso secundário? É óbvio que essa literatura deva ter valor como arte, adaptar-se à vida psíquica do jovem e respeitar a sua formação moral. Os princípios na apresentação de material de leitura para alunos são: (1 ) partir de onde o aluno está, de suas experiências ,de seus conhecimentos, de suas habilidades; (2) escolher material significativo, tendo-se em conta a capacidade do aluno e os objetivos a serem atingidos, em relação ao desenvolvimento individual e social, à formação do gosto e capacidade de apreciação; (3) ajudar o aluno para que os v