Autoridades de
saúde do
Brasil e Paraguai não chegaram a uma conclusão sobre a
causa da morte do
brasileiro Rodolfo Escobar, 38 anos, que faleceu no dia 7 de fevereiro no Hospital
Regional de Ponta Porã coma suspeita de ter contraído a febre amarela. Os
resultados dos exames efetuados em Ponta Porã e Pedro Juan Caballero são divergentes. No
lado brasileiro, o Laboratório Central da Secretaria Estadual de Saúde informou que o resultado do exame é positivo. Já o Laboratório do Ministério da Saúde do Paraguai, em Assunção, informou que o exame deu negativo.
Rodolfo Escobar, 38 anos, era pedreiro. Brasileiro morava numa casa na periferia de Pedro Juan Caballero, Paraguai.
A situação motivou uma reunião entre autoridades dos dois países. "Não é possível confirmar se houve ou não um caso de febre amarela. Estamos analisando a situação, ou seja, coletando informações sobre o quadro clínico do paciente antes de falecer. Pelos sintomas pode ter sido febre amarela, dengue hemorrágica ou outra doença parecida. Não dá para afirmar. O que podemos dizer é que suspeitamos até mesmo de uma síndrome febril icterohemorrágica, ou seja, um conjunto de doenças como a causa da morte do paciente", informou Eugenio Oliveira Martins de Barros, diretor de vigilância em saúde do estado de Mato Grosso do Sul.
Ele se reuniu com o diretor regional de saúde do Departamento de Amambay, Paraguai, Victor Peralta. A reunião foi realizada no gabinete do secretário municipal de Saúde, em Ponta Porã, Josué Lopes.
Ambos informaram que, mesmo sem ter a confirmação do caso, foram tomadas todas as providências para evitar a proliferação das doenças. "A informação que tivemos é de que o cidadão trabalhava numa fazenda no lado brasileiro da fronteira e morava em Pedro Juan Caballero. Nestes locais já foram feitos todos os trabalhos necessários, como a vacinação dos moradores destas localidades", afirmou Eugenio.
O diretor do departamento de saúde no lado paraguaio relatou que foi realizado um "bloqueio" em torno da casa onde Rodolfo morava no bairro San Ramon, em Pedro Juan Caballero: "vacinamos os moradores num raio de 35 quarteirões em torno da residência da família do rapaz. Também foi realizado o trabalho de borrifação para eliminar focos do mosquito transmissor da dengue e da febre amarela", garantiu.
Outra providência foi acompanhar permanentemente se algum morador da região apresentou sintomas característicos das duas doenças: "até agora não notamos qualquer alteração. Na família de Rodolfo detectamos que um sobrinho dele apresentou quadro febril, mas que não evoluiu para nenhuma destas doenças. Estamos monitorando tudo, com o maior cuidado" assegurou Peralta.
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