Jairo Coutinho Maia ( Diretor do Monitor Campista)
Paulo de Almeida Ourives
Depois de várias tentativas, eis que no dia 30 de agosto desse ano, poucos minutos após às 14 horas, conseguíamos entrar na sala do Diretor do Jornal Monitor Campista, Jairo Maia, como é conhecido, para fazer-lhe uma entrevista. Com um misto de surpresa e curiosidade, Jairo nos recebe e de forma aberta, vai respondendo as nossas indagações, até que chegamos ao ponto crucial de nossas perguntas, a tão propalada mudança estética que o Monitor Campista, estava por implementar (fato que aconteceu quase um mês depois, como citamos anteriormente, em 26 de setembro, uma segunda-feira).
Para quem é formado em informática à três anos, e está à frente do jornal à 14 anos, Jairo pode alegar para as futuras gerações que é um felizardo, afinal nesse tempo, o jornal colocou cores novas no jornal, reduziu custos com a impressão do jornal no Jornal do Commercio (veículo do mesmo grupo dos Diários Associados), ganhou uma redação completamente nova e reformada, novos e modernos computadores de última geração, à entrada no ciberespaço, e agora, finalmente, um novo estilo diagramático.
Por isso, ao perguntar à ele, sobre como é dirigir um jornal com 172 anos de idade, Jairo, respira fundo e diz,
É muita responsabilidade dirigir um jornal com 172 anos (não são uma semana enm 2 dias). A gente tenta prosseguir, dar continuidade ao serviço, trabalho no jornal para que não pare no meio do caminho. Nós não queremos que o jornal feche, a minha intenção é sempre melhorar o jornal para que as gerações que passam. Nós vamos embora, mas o jornal fica.
Em outro ponto da entrevista, vemos um Jairo melancólico, porque só ele é capaz de de saber como é difícil lidar com um jornal no dia-a-dia, daí o fato dele fazer uma reflexão triste sobre a realidade do jornal, e o esquecimento por parte de outras pessoas, que não vêem o jornal como ele Jairo gostaria. Desse modo, ele lamenta que,
As maiores dificuldades hoje no meu modo de pensar. O Monitor tem 172 anos, mas políticos que comandam essa cidade nunca olharam o Monitor com carinho, eles olham aqueles jornais que batem, eles não olham pela ética do Monitor. Eles preferem ficar do outro lado do Jornal, tendo valores maiores do que aquele joranl que vai levar influência dos eleitores e hoje você vê nessa cidade o que é o país? Então não posso falar muita coisa até porque é melindroso. (...)É o que está acontecendo em Campos, eu tô triste porque eu trabalho em função de melhoras. Os outros trabalham em função de ganhos. Infelizmente não queria passar por essa situação e cada vez que eu vou melhorando o jornal encontro mais dificuldade em levar, inclusive eu tenho uma equipe grande hoje, para pagar.
Mas para levantar o astral desse diretor que tem 53 anos, procuramos saber dele o que ele acha das novas tecnologias, e quais foram os benefícios implementados no Jornal depois disso. Jairo não se dá por vencido e fala francamente de peito aberto que,
para nós foi até melhor porque eu hoje posso estar diretamente ligado ao Jornal do Commercio sem estar no Rio, porque praticamente nós temos o link direto com o Jornal do Commercio. É como seu eu estivesse em uma sala e você em outra. Então cada computador que entra a velocidade é maior e com essa velocidade maior eu não me preocupo em ter que rodar no Rio de Janeiro porque é como se eu estivesse no Rio mandando um jornal para o interior.
As novas mudanças que ele (pretende implementar/conseguiu implementar), mexeram c