• Registrar-se
  • ‎O que é o Shvoong?‎
  • Entrar
    Entrar
    Lembrar meu nome de usuário Esqueceu sua senha?

Resumos e revisões curtas

.

Shvoong Home>Artes & Humanidades>O Jornalismo Impresso e o Mercado de Trabalho

.

O Jornalismo Impresso e o Mercado de Trabalho

por : PauloAOurives    

Autor : Paulo de Almeida Ourives
O Jornalismo Impresso e o Mercado de Trabalho
Paulo de Almeida Ourives
Antes de entrarmos no mérito da
questão e falarmos sobre o mercado de trabalho em Campos, para os jornalistas devemos esclarecer que o município de Campos dos Goytacazes, distante 288 quilômetros da capital do estado, Rio de Janeiro, possui 4 jornais diários, um semanal e um mensal. Se bem que, há pouco mais de dois ou três anos, Campos possuía 5 jornais diários, mas infelizmente o Jornal A Cidade, fechou as suas portas, e não se sabe quando voltará a circular.
Dos que restaram, podemos citar por ordem de nascimento, o Monitor Campista (3º mais velho do país), A Notícia, Folha da Manhã e O Diário. O Jornal A Hora, semanal, tem apenas dois ou três anos, e o Jornal Mania de Saúde, que é mensal, deve ter bem mais do que 10 anos.
Infelizmente, a realidade em Campos, é bem triste para quem cursa Jornalismo, porque as empresas jornalísticas vivem em dificuldades, pagam mal e quando um universitário consegue concluir o curso necessita sair no tapa com os estagiários que já estão dentro das redações há mais tempo.
Aliás, é prática comum em Campos, entre os jornais Folha da Manhã e O Diário, utilizarem estagiários para compor suas equipes, e deixar de lado os formandos, já que estes custam bem mais caro, apesar do salário do jornalista em Campos ser inferior ao do Grande Rio, em mais da metade.
Se olharmos para trás, podemos ver que os ditos formandos dos últimos anos, foram obrigados a ir embora de Campos, ou retornaram para os bancos universitários com o objetivo de fazer outro curso como complemento, em Relações Públicas ou Publicidade e Propaganda, engordando o caixa da Faculdade. Mas e o lado profissional? Onde fica? Simplesmente é esquecido. E os formandos são abandonados à própria sorte, sem ter para onde ir.
Se não vejamos, O Diário (musa azul), a qual todos consideram que paga melhor, pertence a um grupo político que está há anos no poder, e não contrata ninguém, apenas oferece bolsas de estágio para estudantes que nem sempre possuem um bom português, ou conhecem a cidade à fundo.
Na Folha da Manhã, rival da primeira, acontece praticamente a mesma coisa, exige-se muito e o que é pior, em uma palestra para a Semana da Comunicação, a própria diretora-presidente, chegou a dizer que se o funcionário da empresa quiser ganhar mais precisa vender anúncios e ganhar comissão para aumentar o próprio salário.
O Monitor Campista, órgão oficial do municipal e pertencente ao Grupo Associados, de Assis Chateaubriand, dizem que paga em dia e direito. Mas também há muito tempo que não contrata nem um formando quanto mais dá bolsa de estudos para universitário.
Resta então, como jornal diário, A Notícia, mas este infelizmente não anda bem das pernas, porque o seu proprietário, além de não ser do ramo, como foi Ronaldo Arêas em A Cidade, não dá ao jornal meios para crescer. E isso sem contar o fato de que o jornal não possui ideologia própria, porque é vendido em algumas bancas, e distribuído gratuitamente em outros locais, virando um misto de jornal alternativo com cara de grande.
O Jornal A Hora, faz parte do mesmo conglomerado da Folha da Manhã, e por rodar somente às segundas-feiras, possui seus problemazinhos internos, isso sem falar que joga na mesma política de sua irmã mais velha, a Folha.
Resta então o Jornal Mania de Saúde, que é um jornal voltado exclusivamente para a área médica, distribuído gratuitamente, em Campos e em outros municípios da região norte e noroeste fluminense, mas em muitos casos são os médicos e especialistas em ortodontia quem escrevem os artigos e as matérias. Isso sem falar, que ele é de propriedade de um casal de alunos desta instituição.
O que resta então para o formando, é ser um louco, criar um jornal alternativo em Campos, para não morrer de fome, ou ir embora tentar melhor sorte em outro lugar. Porque nem mesmo para professor, a Faculdade facilita. Pois muitos dos que foram embora, poderiam ser ót
Publicado em: fevereiro 17, 2008
Avalie este resumo : 1 2 3 4 5

Adicione aos favoritos & envie aos amigos

.