A tomada do poder pelos bolcheviques colocou fim a uma série de revoltas que convulsionaram o Império Russo, no inicio do século 20. A insatisfação
popular com o
governo do
czar Nicolau II, que levou o país a duas guerras, primeiro contra os japoneses (1904-1905) e depois contra a Alemanha e seus aliados, na Primeira Guerra Mundial, chegou ao ápice em março, quando um levante popular apoiado pelo Exército tomos a capital, Petrogrado. O czar renunciou e a Rússia se tornou uma república. Os liberais e socialistas do Duma (o Parlamento Russo), liderados por Alexander Kerensky, assumiram o governo, porém não conseguiram o apoio do povo. Operários, militares e camponeses se atraíram pelas propostas de reformas muito mais radicais de outro líder: Vladimir Lênin. Exilado na Suíça desde o início dos conflitos, Lênin retornou em abril para tentar tomar o poder. Sem sucesso, tratou de consolidar sua influência nos sovietes (os conselhos de trabalhadores) e formar uma milícia. No
dia 6 de novembro, a Guarda Vermelha de Lênin invadiu o quartel-general do governo e, no dia seguinte, decretou-se a revolução. Seguiriam-se a estatização de indústrias e bancos e a coletivização das terras. Criava-se a primeira nação comunista. O mundo nunca mais seria o mesmo.
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