> Nas horas difíceis, quando lembramos de rogar a Deus por seu socorro, nem
> sempre sabemos interpretar
a sua
resposta.
> No entanto, a resposta sempre chega de conformidade com as nossas
> necessidades e merecimentos.
> Um homem que costumava fazer pedidos específicos a Deus, um dia conseguiu
> entender a sua resposta e escreveu o seguinte:
> Eu pedi a Deus para tirar a minha dor. Deus disse não. Não cabe a mim
> tirá-la, mas cabe a você desistir dela.
> Eu pedi a Deus para fazer com que meu filho deficiente físico fosse
> perfeito. Deus disse não. Seu espírito é perfeito e seu corpo é apenas
> provisório.
> Eu pedi a Deus para me dar paciência. Deus disse não. A paciência nasce nas
> tribulações; não é doada, é conquistada.
> Eu pedi a Deus para me dar
felicidade. Deus disse não. Eu lhe dou bênçãos. A
> felicidade depende de você.
> Eu pedi a Deus para me proteger da dor. Deus disse não. O sofrimento lhe
> separa dos apelos do mundo e lhe traz mais perto de mim.
> Eu pedi a Deus para me fazer crescer em espírito. Deus disse não. Você tem
> que crescer sozinho, mas eu lhe podarei para que você possa dar frutos.
> Eu pedi a Deus todas as coisas para que eu pudesse gostar da vida. Deus
> disse não. Eu lhe dou vida para que você possa gostar de todas as coisas.
> E, por fim, quando pedi a Deus para me ajudar a amar , tanto quanto
> ele me ama. Deus disse:
> - Finalmente você captou a idéia!
> Se, por ventura, você está se sentindo triste por não ter recebido a
> resposta que desejava receber do Pai Criador, volte a sorrir.
> O sol beija o botão de flor e ela sorri.
> A chuva beija a terra e ela, reverdecida, sorri.
> O fogo funde os metais e estes, depurando-se, expressam formas para sorrir.
> Vai a dor, volta a esperança.
> Foge a tristeza, volta a alegria.
> Certa vez um discípulo rogou, emocionado, a seu mestre:
> Senhor, quando identificarei a plenitude da paz e da felicidade, vivendo
> neste mundo atribulado de enfermidades e violências?
> O mestre, compassivo, respondeu:
> Quando puderes ver com a suavidade do meu olhar as mais graves ocorrências,
> sem julgamento precipitado; quando lograres ouvir com a paciência da minha
> compreensão generosa; quando puderes falar auxiliando, sem acusação nem
> desculpismo; quando agires com misericórdia, mesmo sob as mais árduas penas
> e prosseguires sem cansaço no caminho do bem entre espinhos pontiagudos,
> confiando nos objetivos superiores, te identificarás comigo e gozarás de
> felicidade e paz.
> O aprendiz ouviu, meditou, e, levantando-se, partiu pela estrada do serviço
> ao próximo, disposto a conjugar o verbo amar, sem cansaço, sem ansiedade e
> sem receio.
> Se, por ventura, você está triste por não ter recebido a resposta que
> desejava do Pai Criador, volte, portanto, a amar e a sorrir.
> Só assim vai a dor e volta a esperança.
> Foge a tristeza e volta a alegria.
>
> Deus esteja conosco...