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LENDAS BRASILEIRAS – O CASACA-DE-FERRO (SUDESTE)

por : LIANE    

Autor : FOLCLORE BRASILEIRO
LENDAS BRASILEIRAS – O CASACA-DE-FERRO (SUDESTE)
 Todos falam da atual violência do mundo, mas antigamente era
igual ou até pior. Os caminhos eram longos e semeados de salteadores. A lei não dispunha de forças suficientes para puni-los, então não hesitavam em atacar os que julgavam carregar valores.
Assim, muitas vezes, um garimpeiro que gastara uma vida inteira de esforço para acumular algum ouro, via-se novamente tão pobre quanto antes, ao ser atacado pelos bandidos – isto se tivesse a sorte de escapar com vida.
A fim de evitar isso, foram criadas escoltas especiais para acompanhar os carregamentos, mas isto custava caro. O resultado é que muitos garimpeiros morriam antes de poder levar seu ouro para negociar, e muitos tesouros ficavam escondidos.
Nesta época que iniciou a lenda do Casaca-de-Ferro.
O Casaca-de-Ferro era um homem muito rico, possuía fazendas e minas de ouro e pedras preciosas. Adorava festas, e as oferecia freqüentemente. Por ser um homem rico, naturalmente possuía inimigos, o que o obrigava a usar uma armadura espanhola.
Entre as pessoas de sua inteira confiança, destacava-se o capataz.
Certa vez, Casaca-de-Ferro deu pouso a dois desconhecidos na fazenda. O capataz lhe pediu que não o fizesse, pois não confiava neles, que poderiam ter sido mandados por seus inimigos. Mas Casaca-de-Ferro não lhe deu ouvidos.
Era dia de São Pedro, e haveria uma festa. A fazenda estava cheia de gente. Existia uma linda capelinha na fazenda, construída ao pé de uma grande figueira, onde Casaca-de-Ferro costumava rezar.
Aquela noite, dirigiu-se  para lá e ajoelhou-se logo na entrada, despindo-se da armadura.
De repente, ouviu-se um estampido. Todos acorreram, mas Casaca-de-Ferro já estava agonizando. Os dois desconhecidos haviam desaparecido.
Após sua morte, começou a correr o boato de que seu vulto aparecia onde havia tesouros enterrados, para assustar os ladrões que tentassem saqueá-los.
BASEADO EM “HISTÓRIAS E LENDAS DO BRASIL” – ED. APEL
Publicado em: janeiro 02, 2008
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