GENERAL VÊ " RISCOS INACEITÁVEIS" PARA A SEGURANÇA DO BRASIL
Assessor do Ministério da Defesa afirma que equipamentos de defesa antiaérea são "velhos e obsoletos" e não podem impedir que aviões de caça modernos sobrevoem o território nacional As falhas dos sistemas de defesa antiaérea e de defesa naval foram definidas ontem pelo general-de-exército José Benedito de Barros Moreira, assessor especial militar do Ministério da Defesa, como "riscos inaceitáveis" para o Brasil. Em audiência pública da Comissão de Relações
Exteriores e Defesa Nacional (CRE), ele sugeriu a destinação de
investimentos à modernização das Forças Armadas e o fortalecimento da indústria nacional de equipamentos bélicos.
O maior problema do setor de defesa, na opinião do general, é que o país não tem suficiente poder de dissuasão militar. Os equipamentos de defesa antiaérea em operação, observou, são "velhos e obsoletos" e não podem impedir que aviões de caça modernos sobrevoem o território nacional. Com investimento equivalente a US$ 40 milhões, disse ele, seria possível montar um novo sistema de defesa do espaço aéreo brasileiro.
Moreira informou que o Exército dispõe de aproximadamente R$ 1 bilhão por ano para todas as despesas. Com isso, alertou, quase não há recursos para investimentos. Por outro lado, frisou, o contingenciamento de recursos de royalties destinados à Marinha dificultou o prosseguimento do programa de construção de um submarino nuclear, que poderia estar funcionando em até 15 anos.
Autor do requerimento para a realização da audiência, o senador Romeu Tuma (DEM-SP) afirmou ter ficado preocupado ao ouvir recentemente a informação de que o Exército brasileiro não poderia evitar – mas apenas dificultar – uma eventual invasão da Amazônia. Eduardo Azeredo (PSDB-MG), que presidiu a reunião, disse que o tema deve estar mais presente nos debates da comissão, que, a seu ver, cuida mais das relações exteriores do que da defesa nacional.
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