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Resumos e revisões curtas

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Caráter nos Relacionamentos

por : PauloSecundo    

Autor : Trecho Extraído e Adaptado do livro "Os 7 Hábitos das Pessoas Altamente Eficazes". Stephen R. Covey
CARÁTER NOS
RELACIONAMENTOS.            ANTES
DE PASSARMOS
para a área da Vitória Pública, devemos lembrar que interdependência eficaz só pode ser
construída em uma base de independência real. A Vitória Particular antecede a Vitória
Pública. A álgebra vem antes do cálculo. 
            Conforme
olhamos para trás e estudamos o terreno, para determinar onde estivemos e onde
estamos, em relação ao local para onde vamos, podemos ver claramente que não
poderíamos ter chegado aonde estamos sem ter vindo pelo caminho que viemos. Não
há outros acessos; não existem atalhos. Não há como pular de pára-quedas nesse
terreno. A paisagem à frente está coberta de fragmentos de relacionamentos
destruídos, deixados por pessoas que tentaram e fracassaram. Elas tentaram
pular para os relacionamentos eficazes sem ter a maturidade e a firmeza de
caráter necessárias para mantê-los. 
            Mas não se pode fazer isso. É preciso
seguir pela estrada. Não se pode ter sucesso com outras pessoas sem pagar o
preço do sucesso consigo mesmo.  Personalidade
sem caráter é uma forma sem conteúdo, muitas pessoas têm personalidade, mas
lhes faltam caráter. Vemos o reflexo disso em cada relacionamento de longo
prazo que elas possuem.
            Estamos
lidando aqui com uma mudança de paradigma dramática e fundamental. Você pode tentar
melhorar suas interações sociais por meio de técnicas e manipulação de sua
personalidade (eloqüência e intimidação no modo de falar, charme, sensualidade,
sorrisos, aparência, conhecimento, habilidades, técnicas de manipulação,
técnicas de motivação e estímulo, ...), mas corre o risco de afetar o caráter
básico vital durante o processo. Não se pode ter os frutos sem as raízes. É o princípio da seqüência: a vitória
particular precede a vitória pública. O autocontrole e a disciplina pessoal são
a base de um bom relacionamento com os outros. 
            Certas
pessoas dizem que você precisa gostar de si mesmo antes de gostar dos outros. Certamente
este conceito tenha lá seu mérito, mas, se você não conhece a si mesmo, não
controla a si mesmo, não tem poder sobre si mesmo, fica muito difícil gostar de
si mesmo, a não ser de uma forma superficial, forçada, breve. 
            O
respeito real por si vem do amadurecimento do caráter que produz o domínio do
orgulho, do ego e da personalidade, vem da verdadeira independência. A Independência
é uma conquista. A Interdependência é uma escolha que só pessoas independentes
podem fazer. A não ser que você esteja disposto a conquistar a independência
real, é perda de tempo tentar desenvolver técnicas de relações humanas. Pode-se
tentar. Quem sabe até obter algum sucesso, enquanto tudo estiver correndo bem.
Quando as dificuldades chegarem, contudo, faltará a base necessária para manter
“as coisas nos devidos lugares”. E as dificuldades chegarão, sem dúvida. 
            O
ingrediente mais importante que depositamos, em qualquer relacionamento, não é
o que dizemos ou fazemos, mas sim o que somos. 
            E se
nossos atos e palavras derivam de técnicas de relações superficiais (a Ética da
Personalidade) e não de nosso íntimo (a Ética do Caráter), as outras pessoas
perceberão esta duplicidade. Seremos simplesmente incapazes, portanto, de criar
e manter as bases necessárias para uma interdependência eficaz.
            A
habilidade e as técnicas que realmente fazem diferença nas interações humanas
são aquelas que fluem de modo quase natural, de um caráter verdadeiramente
independente. Sendo assim, o local para se começar a construir qualquer
relacionamento é dentro de nós mesmos, dentro de nosso Círculo de Influência,
de nosso próprio caráter. Quando nos tornamos independentes — proativos,
centrados nos princípios corretos que são a base verdadeira do caráter (integridade,
honestidade, fidelidade, respeito, bondade, simplicidade, modéstia,
benevolência, imparcialidade, amor incondicional, paciência, compreensão,
empatia, contribuição), guiados pelos valores e capazes de nos organizar e agir
conforme as prioridades da nossa vida com integridade —, então podemos escolher
a interdependência, a capacidade de construir relacionamentos ricos, duradouros
e altamente produtivos com outras pessoas.
            A
medida que olhamos para o caminho que temos pela frente, vemos que estamos
penetrando em uma dimensão totalmente nova. A interdependência nos abre as
portas para novas possibilidades de relações profundas, ricas, significativas,
para a produtividade que aumenta em progressão geométrica, para servir, para
construir, para aprender, para amadurecer. Mas também é o lugar onde sentimos a
dor mais forte, a frustração maior, onde encontramos os bloqueios mais
poderosos contra nossa felicidade e nosso sucesso. E temos plena consciência
dessa dor porque ela é aguda. 
            Com
freqüência, vivemos durante anos com a dor crônica da falta de visão, liderança
ou capacidade de gerenciamento de nossas vidas pessoais. Sentimos um
desconforto e um incômodo vagos, e ocasionalmente tomamos medidas para aliviar
a dor pelo menos por algum tempo. Como a dor é crônica, entretanto acabamos por
nos acostumar a ela, a conviver com ela. 
            Mas,
quando temos problemas em nossas interações com outras pessoas, percebemos a
dor aguda — com freqüência, ela é intensa, e queremos que ela se vá. 
            Nesse
momento, tentamos tratar os sintomas com receitas e técnicas fulminantes — os
Band-Aids da Ética da Personalidade. Não percebemos que a dor aguda é um
desdobramento do problema crônico, mais profundo. E até pararmos de tratar os
sintomas e começarmos a tratar do problema, nossos esforços darão resultados
contraproducentes apenas. Só conseguiremos mascarar ainda mais a dor
crônica.Trecho Extraído e Adaptado do livro "Os 7 Hábitos das Pessoas Altamente Eficazes" de Autoria de Stephen R. Covey.
Publicado em: outubro 24, 2007
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