As pessoas têm muito medo daqueles que se conhecem a si mesmos.
Estes têm
um certo poder, uma certa aura e um certo magnetismo, um carisma
capaz de libertar os jovens, ainda cheios de vida, do aprisionamento tradicional…
O
homem iluminado não pode ser escravizado - este é o problema - e
não pode ser feito prisioneiro…
Todo o génio que tenha conhecido um
pouco do seu íntimo está fadado a ser um pouco difícil de ser absorvido:
ele deverá ser uma força perturbadora. As massas não querem ser
perturbadas, ainda que se encontrem na miséria; estão na miséria,
mas estão acostumadas com isso, e qualquer um que não seja um miserável
parece um estranho.
O homem iluminado é o maior forasteiro do mundo; ele parece não
pertencer a ninguém. Nenhuma organização consegue confiná-lo,
nenhuma comunidade, nenhuma sociedade, nenhuma nação.
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