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Resumos e revisões curtas

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Shvoong Home>Artes & Humanidades>“A voz dos índios da Amazônia Brasileira"

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“A voz dos índios da Amazônia Brasileira"

por : Jerson Aranha    

Autores: (Vicenzo Lauriola; Jerson Aranha)

“A voz dos índios da Amazônia Brasileira"   “A voz dos índios da Amazônia Brasileira" O projeto "Povos indígenas
e recursos comuns: a voz dos índios da Amazônia Brasileira" surgiu do cruzamento de idéias e interesses, acadêmicos e de trabalho no campo, entre Sondra Wentzel (GTZ/PDPI) e Vincenzo Lauriola (INPA). Trocando idéias na ocasião de alguns encontros e seminários, descobrimos o interesse comum pela “ escola dos comuns”, sua literatura científica, assim como uma prévia experiência “comum” de participação na Conferência Bienal da IASCP. Observando a relativa novidade e escassa penetração desta abordagem interdisciplinar no mundo acadêmico brasileiro, e ainda mais nas realidades da prática indigenista e socioambiental, onde a interface entre teoria e prática representa um solo fértil e pertinente para as reflexões interdisciplinares sobre propriedade comum, começamos a esboçar a idéia de aproveitar da X Conferência Bienal da IASCP, que em 2004 aconteceria pela primeira vez na América Latina (em Oaxaca, México), para tentar criar uma ponte entre esta abordagem teórico-acadêmica e as realidades de campo com as quais lidamos em nossos trabalhos: as de terras, povos e organizações indígenas da Amazônia Brasileira. De antemão achamos que, além de divulgar a X Conferência no meio científico-acadêmico, seria interessante tentar promover uma ponte direta entre este espaço acadêmico e algumas realidades de campo, mas não através dos mecanismos habituais, muitas vezes “engessados” pelas relações hierárquicas de status acadêmico entre pessoas, atores e conhecimentos. O que queríamos tentar fazer é mexer com os papeis “tradicionais” e os mecanismos hierárquicos do meio acadêmico, tentando promover um diálogo em cima de idéias, conceitos e realidades, através de uma linguagem, a dos “comuns” que acreditávamos ser potencialmente “apropriável” por cada pessoa capaz de observar, pensar, fazer ligações entre conceitos e realidades, enriquecendo assim sua própria capacidade de re-problematizar os temas objeto de seu trabalho. Isso independentemente de a pessoa ter ou não uma formação acadêmica formal, no convencimento, no desafio e na aposta, que seria possível mostrar que o uso coerente e pertinente de determinadas linguagens conceituais é ele mesmo um “recurso comum”: isto é não necessariamente de uso exclusivo dos “acadêmicos”, mas que, no diálogo entre culturas e conhecimentos, na relação com o outro que a prática das etno-ciências impõe como metodologia, é possível e necessário enfrentar o desafio de redefinir permanentemente apropriação e uso de idéias, conceitos e linguagens. A idéia central foi a de levar uma sessão de apresentações indígenas para a Conferência organizada pelo Instituto de Investigaciones Sociales da Universidad Nacional Autónoma de México, em Oaxaca, México, de 9 a 13 de Agosto de 2004. Em setembro de 2003 divulgamos, na rede de organizações indígenas da Amazônia vinculadas à COIAB, uma pré chamada a candidaturas e contribuições, para participar inicialmente de um treinamento, a ser realizado em Manaus. O treinamento foi realizado em Fevereiro de 2004, no INPA com o apóio financeiro da GTZ e a colaboração da Coordenação de Extensão (COXT) do INPA. O grupo ficou composto por 14 pessoas: os 10 indígenas das 2 sessões, mais 1 coordenador por sessão (que também apresentaram trabalhos próprios nas outras sessões da Conferência), mais Sondra e Gersem Luciano Baniwa, que apresentaram um trabalho conjunto em outra sessão da Conferência. Assim, após uma última semana de acompanhamento individual em Manaus na finalização das apresentações e formatação em PowerPoint para exibição de slides no datashow (com custos também arcados pela GTZ) o grupo todo foi para a Conferência. Claro, todos gostaram da viagem e da experiência, manifestando o desejo que seja a primeira de uma série. Se a semente será capaz de gerar frutos vai depender de forma crucial da contribuição de todos aqueles que, daqui para frente, estarão dispostos fazê-la brotar e crescer, alimentando-a com suas contribuições.(Vicenzo Lauriola e Jerson Aranha). 
Publicado em: outubro 15, 2007
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