O caso do
Bar Bodega é
um dos mais famosos em relação ao comportamento ético da imprensa no Brasil. No dia 10 de agosto de 1996, dois jovens de classe média foram assassinados dentro de um bar, em Moema, região nobre de São Paulo, o dentista José Renato Tahan, 25
anos e a estudante Adriana Ciola, 23 anos.
Duas semanas depois, o Delegado João Lopes Filho, prendeu nove pessoas e garantiu que eram os culpados pelo crime, anunciando que haviam confessado. Um tempo depois, o promotor Eduardo Araújo Silva, teve que liberar todos os
acusados, já que não havia nenhuma prova material e nem mesmo as testemunhas reconheceram os acusados.
Além disso, os próprios acusados denunciaram que haviam confessado o crime, sob fortes torturas. “Fui torturado na delegacia e fiquei cinco dias sem comer” afirmou Marcelo Silva, 23 anos, um dos acusados. “Quero que o Dr. João pague pelo que fez”, disse. Segundo os presos, eles levaram pauladas na cabeça, foram agredidos a socos e pontapés, choques por todo o corpo e pelo menos, um foi vítima de violência sexual.
A promotoria só chegou aos cinco suspeitos, depois de receber algumas ligações anônimas. São eles: Silvanildo Oliveira da Silva, o "Nildinho", 36 anos, e Sandro Marcio Olímpio, o "Gaguinho", 24 anos. Outros três, Zeli Salete Vasco, a "Gaúcha", 31 anos, Bastos e Alemão, estão foragidos.
A imprensa divulgou fotos dos primeiros acusados, confiando na palavra do delegado e sem o mínimo esforço de apurar se de fato, os primeiros a ser presos poderiam ser os criminosos. Sempre funciona assim: se a sociedade pressiona, a polícia se esforça para dar um desfecho e a imprensa, simplesmente acredita na primeira vetrsão que tiver em maiôs, sem a preocupação do aprofundamento da matéria.
Outros casos Escola Base – Os donos da escola foram acusados por terem praticado sexo com crianças, alunos da escola. Futuramente, provou-se que eram inocentes e que tudo não se passou de uma fantasia das crianças. Porém, a vida dos acusados terminou por ali. Perderam tudo o que tinham e passam por sérios problemas psicológicos. Hoje, as primeiras indenizações começam a sair.
Bomba no avião da tam – O professor Leonardo de Castro, foi injustamente aucusado de ter levado uma bomba para dentro do avião em que explodiu, que abriu um rombo na fuselagem da aeronave e matou o engenheiro Fernando de Moura.
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