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Shvoong Home>Artes & Humanidades>Um gênio em Arles, 1888- Van Gogh

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Um gênio em Arles, 1888- Van Gogh

por : RuiWerneck    

Autor : Rui Werneck
RESUMO: CARTAS A THÉO – Vincent van Gogh
Um gênio em Arles, 1888
“Um dia você também verá o auto-retrato que
enviei a Gauguin, pois espero que ele o guarde. É todo cinzento contra Véronèse pálido (sem amarelo). A roupa é aquele casaco castanho bordado em azul, mas no qual exagerei o castanho, até chegar ao púrpura, e o tamanho dos bordados azuis.A cabeça foi modelada em plena pasta clara contra um fundo claro quase sem sombras. Apenas fiz os olhos um pouco oblíquos, à japonesa.” (Van Gogh em “Cartas a Théo”)
Achei o quadro, depois de procurar bastante na internet. Ele mostra a forma que Van Gogh encontrou para dar boas vindas ao Gauguin, que estava pra chegar a qualquer momento e iria morar com ele. E Van Gogh escreveu assim para o irmão: “(...) Gauguin chegou com boa saúde. Ele me dá, inclusive, a impressão de estar melhor que eu.” Théo havia vendido um quadro de Gauguin e Van Gogh disse que ele estava muito contente. Mais adiante, escreve: “Não posso fazer nada se meus quadros não vendem. Contudo, dia virá em que veremos que eles valem mais do que o preço que nos custaram em cores e minha vida, afinal bem pobre.”
Esse livro é um dos mais empolgantes que já li e, como se sabe, não foi escrito por um profissional das letras, mas por um gênio da pintura. Van Gogh foi, ao longo da vida miserável, ficando louco. As condições materiais eram tão precárias que é fácil deduzir que as condições físicas se depauperaram a ponto de causar alucinações no pintor. O episódio da orelha cortada, por divergências com Gauguin, é por demais conhecido. Porém, não chega aos pés do que ele conta no livro sobre sua busca incessante pelas cores que se harmonizavam ou brigavam. Um homem tenaz que saía bem cedo de casa e ia perseguindo a paisagem ideal até o sol se esconder. E, depois de um dia inteiro de luta, ainda escrevia para o irmão contando as descobertas.
Veja um trechinho só: “Sinto em mim a força de produzir, tenho consciência de que chegará o tempo em que poderei, por assim dizer, quotidianamente fazer uma ou outra coisa boa, e isto, regularmente”. A seguir: “Estou possuído pelos novos prazeres que sinto nas coisas que vejo, porque tenho uma nova esperança de fazer algo que tenha alma. Estou a tal ponto lambuzado de cores que há cores até nesta carta; estou ocupado com a grande aquarela branca.”
Vale a pena mergulhar na palheta de mil cores do Van Gogh. Uma viagem alucinante e que jamais será esquecida.
Será que ele era vidente, também? Veja o que escreveu numa das cartas: “Não posso fazer nada se meus quadros não vendem. Contudo, dia virá em que veremos que eles valem mais do que o preço que nos custaram em cores e minha vida, afinal bem pobre.”
Abraços, Werneck. Continue votando, comentando, dando nota.
 
Publicado em: outubro 02, 2007
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