A quem poderá
interessar a
subjectividade do tempo? O fluir do tempo não é igual para todos nós. A velocidade desse fluir
depende de quem o vive e das circunstâncias em que esse alguém se encontra. Tal como referia José Ortega Y Gasset, "o homem é ele e a sua circunstância". Estar angustiado perante a incerteza de uma futura informação desagradável far-nos-á sentir o tempo passar de uma forma mais lenta e talvez por isso, dolorosa. Por outro lado, e no lado oposto, viver uma situação de euforia criar-nos-á, tal sensação de bem estar que, fará com que o tempo nos pareça correr com mais rapidez. Talvez por isso, o tempo seja diferente na prisão e fora dela. Daí, a importância da liberdade individual, para cada um de nós. Afinal, e em última instância, a
subjectividade do tempo poderá
interessar-nos, na medida em que diz respeito à nossa liberdade.