Nos últimos dias, com a instauração do caos na aviação brasileira, os
acidentes aconteceram com muita proximidade de uma
ocorrência para outra. Além disso, o desconforto ocasionado pelos cancelamentos de vôos, atrasos e insegurança, deixaram um misto de perplexidade e descrença nas autoridades do País.
A imensa legião de passageiros insatisfeitos, deixou a aviação comercial brasileira na condição de transporte de baixa categoria.
O que faria dessa aviação tornar-se novamente confiável e capaz de atender às expectativas dos usuários? Seria a troca de ministro? A reciclagem da ministra Marta Suplicy, no sentido de fazê-la calar-se e torná-la mais educada para o atendimento das exigências protocolares da função que exerce? Aumentar o contingente de controladores nas torres dos
aeroportos? Pistas de decolagem mais seguras? Responsabilidade civil? Ou atitudes enérgicas de um governo tímido, inoperante, mesquinho e limitado demais para assumir administrativamente o país?
O mundo ainda não esqueceu o choque entre o jato executivo Legacy e o Boeing da Gol que realiza o vôo 1907 de Manaus ao Rio de Janeiro, provocando a morte de 154 pessoas. Investigações sobre causas de
acidentes revelaram a existência de falhas constantes de comunicação entre pilotos e os centros de controle aéreo em algumas regiões do Brasil.
Entre outros problemas que envolvem os riscos de voar no Brasil, cita-se a atração de aves para rota de aviões, com atividades ilegais nas proximidades dos aeroportos, como depósitos de lixo e outros. Conforme citação de Taís Leitão, repórter da Agência Brasil em sua matéria Lixões e matadouros perto de aeroportos favorecem acidentes de aviões com aves, diz militar.
O major aviador Flávio Coimbra, presidente da Comissão de Controle de Perigo Aviário, informou que a localização de lixões e matadouros clandestinos no entorno dos aeroportos favorece os acidentes entre aeronaves e pássaros no Brasil. Além dos prejuízos de ordem emocionais com as perdas de parentes acidantados, baixas nos números de colaboradores das empresas e outros, nos últimos cinco anos foram registradas 1.386 colisões nos principais aeroportos brasileiros, as empresas aéreas estimam que, em 2004, os acidentes tenham gerado gastos de US$ 7 milhões.