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Resumos e revisões curtas

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Um Corrupto de Direita

por : BarbaraTavora    

Autor : Rodrigo Constantino
Caro leitor, pretendo a seguir apresentar a figura hipotética de um
governante, eleito para presidir um grande país.
Qualquer semelhança
com alguém conhecido pode não ser mera coincidência. Peço, entretanto,
que o leitor tente focar apenas nos supostos fatos em si, ignorando a
pessoa do governante. Afinal, a justiça é cega para cor, raça, sexo ou
ideologia, devendo ater-se somente aos fatos. Façamos justiça então!
Era uma vez um sujeito carismático, que pregava soluções milagrosas e
simplistas para os males que assolavam sua nação. Após algumas
tentativas, ele logrou chegar ao poder. Quando sentado ao trono, no
entanto, teve que esquecer todas aquelas crenças que divulgava como
corretas para levar o país ao progresso. Culpou a “herança maldita”
pelas coisas ruins que viu na economia, mas acabou repetindo o mesmo
modelo que o anterior nesta área específica. Na verdade, fez ainda
pior, e o crescimento econômico durante seu governo foi pior que
medíocre quando comparado ao resto do mundo. No restante, de fato
trouxe mudanças. Todas para pior.
Esse governante sempre flertou com ditadores assassinos. Suas amizades
eram mais que suspeitas. Seu partido contava com figuras pitorescas, da
sua extrema confiança. Incluíam terroristas, assaltantes de bancos e
até seqüestradores. Eles receberam cargos importantes – além de
anistias milionárias por este passado criminoso – quando o governante
assumiu a presidência. Alguns viraram ministros. No entanto, alguns
fatos vieram à tona, e um sério procurador da Justiça acusou a turma
toda de formação de quadrilha. As evidências que sustentavam tal
acusação eram contundentes, não deixando margem para dúvidas.
Tratava-se de um enorme assalto aos cofres públicos, com um nefasto
projeto de poder perpetrado por 40 ladrões, todos muito próximos do
governante. Faltava apenas o Ali Babá, que somente repetia que não
sabia de nada, não tinha visto nada, e que roubar era algo comum no
país. Mas ele era, segundo ele mesmo, o ser mais ético de todos na
nação.
Fora o maior esquema de corrupção de que se tem conhecimento no país, o
governo do nosso “amigo” avançou – ou tentou avançar – sobre a
liberdade dos indivíduos também. Parece que atacar apenas o seu bolso
não era suficiente. Desta forma, seu governo tentou amordaçar a mídia,
buscando copiar aquilo que seus camaradas ditadores tinham feito.
Propôs projetos para controle sobre os jornalistas, expulsou do país um
deles e tentou tomar conta até do cinema nacional. As verbas com
propaganda cresceram. Até mesmo promotores foram alvo de seu viés
autoritário. Controlar súditos, não governar para cidadãos, parecia ser
claramente seu objetivo.
O projeto de poder não parecia limitado ao seu país. A megalomania era
visível em seus discursos e ações. Assim, o governante começou a
perdoar dívidas com o dinheiro dos outros, tentando conseguir votos
para uma inútil cadeira no Conselho da ONU. Visitou cruéis ditadores
para pescar mais alguns votos. Mandou tropas nacionais para um país
vizinho, enquanto largava a questão da segurança no país em situação
precária. Parece que exercer controle político maior mundo afora era
mais importante para ele que cuidar do próprio quintal.
Nosso governante abraçou com vontade o populismo também. Deu um nome
novo ao modelo assistencialista que herdou, expandiu as esmolas e criou
novos – e fracassados – programas sociais. Tentou atacar o problema da
fome, absurdamente exagerado por ele, criando um super aparato
burocrático. A ineficiência e corrupção não poderiam faltar, e os
resultados foram piores que pífios. Na questão do emprego fez ainda
pior, lançando um programa já falido desde o nascimento, servindo
apenas para jogar o suado dinheiro do povo no lixo. Isso porque ele
havia prometido a criação de 10 milhões de empregos durante sua
campanha. Os únicos que “criou” foram os milhares de cargos
distribuídos para seus colegas de partido, aumentando os já
estratosféricosgastos públicos. Gastou ainda milhões e milhões para
tentar desarmar os inocentes, enquanto os bandidos armavam-se cada vez
mais. Na completa confusão entre público e privado, depois de colocar o
símbolo do seu partido no jardim da casa oficial da presidência, gastou
dez milhões de dólares dos contribuintes para pagar uma viagem de
turismo para um astronauta, que foi plantar feijão no espaço. O descaso
com o duro e suado dinheiro que os pagadores de impostos ganham era
total.
A lista de atrocidades do governante “hipotético” é bem maior, quase
infindável. Elas não caberiam todas neste curto artigo. Elas abrangem
vários artigos criminais e ferem qualquer código de ética. Mas acredito
que já é possível pegar a idéia geral. Resta agora fazer então um
último pedido ao leitor. Peço que feche os olhos e imagine que esse
governante... é de direita! O leitor daria seu voto novamente para ele?
A ideologia não pode estar acima dos fatos. A justiça verdadeira exige
um julgamento imparcial. Quem votar no Lula mesmo após tudo que
sabemos, é tudo, menos justo.
Publicado em: maio 26, 2006
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