“Se alguns homens têm por direito os produtos do trabalho de outros,
isso significa que esses outros estão desprovidos
de direitos e
condenados ao trabalho escravo.” (Ayn Rand)
Mataram a
meritocracia. Assassinaram o individualismo. Vivemos em tempos de grave
corrosão moral da sociedade. São anos e anos de pregação coletivista,
colocando o vago “bem comum” acima das realizações individuais. A
lavagem cerebral faz com que condenem o sucesso alheio, a obra de
indivíduos realmente capazes, que possibilitam um mundo melhor para a
humanidade. Os empresários, os inventores, os empreendedores - todos
esses passam a ser vistos como “egoístas” gananciosos, enquanto
políticos e burocratas posam de nobres altruístas. Sempre com o esforço
alheio, claro. Vivemos uma completa inversão de valores.
Tamanha
poluição moral faz com que os benefícios da trajetória política
compensem, enquanto que os riscos da iniciativa privada acabam inibindo
o espírito empreendedor. Tantos privilégios, tantas regalias pavimentam
uma estrada podre, onde a via política é mais atraente que a via
econômica, das trocas voluntárias no livre mercado. Os agentes do setor
privado são transformados em escravos, hospedeiros que entregam quase
metade do que ganham para o governo e ainda são reféns da poderosa
burocracia. Ser parasita rende bons frutos aqui. Muitos passam a
desejar o carimbo do poder, o controle sobre os que realmente produzem
e criam riquezas.
Quais os exemplos de heróis da juventude?
Seria um Michael Dell, sujeito que do nada construiu um império por ter
oferecido valor aos seus consumidores? Seria Sam Walton, que veio da
miséria para criar a maior varejista do mundo, que emprega mais de um
milhão de pessoas? Ou seria Che Guevara, um guerrilheiro assassino que
só fez destruir coisas em sua vida?
Quando penso nesse
desvirtuamento total, me vem à cabeça a figura de um Lindberg Farias.
Não é nada pessoal. Ele apenas representa um símbolo dessa completa
decadência moral. A trajetória do atual prefeito de Nova Iguaçu, na
Baixada Fluminense, demonstra bem o que quero dizer. Cursou direito em
Brasília e na PUC carioca, faculdade para poucos do ponto de vista
financeiro. Não completou nenhum dos dois cursos. Diferente de Dell,
entretanto, não saiu para empreender e criar algo de valor para os
consumidores, mas sim para incitar greves e pregar bravatas. Foi
presidente da UNE, movimento formado basicamente por estudantes
baderneiros, muitos admiradores do regime assassino comunista. Virou
líder popular ao comandar os ‘cara-pintadas’ no processo de impeachment
de Collor. Depois foi eleito deputado federal, transitando entre
partidos como o PCdoB, PSTU e PT. Algo que vai do sonho soviético até o
“mensalão”. Finalmente, chegou à prefeitura de Nova Iguaçu pelo PT,
recebendo um bom salário e desfrutando de todas as vantagens que os
políticos costumam se auto-conceder. Vive no conforto, pregando contra
o conforto dos outros.
Qual a mensagem que sua história passa
para os mais jovens? Defronte a duas opções, entre trabalhar duro,
estudar muito, assumir riscos e disputar vagas no mercado competitivo,
ou pintar a cara, gritar chavões sensacionalistas, distribuir panfletos
comunistas, incitar greves e jogar pedras em engravatados, os jovens
acabam tendo como exemplo de sucesso o segundo caminho. A própria
sociedade enaltece a figura do jovem político que luta pela “justiça
social”, enquanto chama o empresário de explorador. Mesmo que no
combate contra a “desigualdade” este político aumente ainda mais a
desigualdade, com seus elevados salários extraídos na marra dos
pagadores de impostos, enquanto que os empresários ganham apenas quando
satisfazem seus consumidores. Brasília tem, de longe, a maior renda per
capita do país. Graças ao combate dos políticos contra a desigualdade.
Essa
depravação de valores se alastra para todos os setores. Em vez de
trabalhar duro, tentar aprender novas técnicas e aumentarsua
produtividade, o “lavrador” se associa ao criminoso MST, invade algumas
terras produtivas, acaba com um laboratório de pesquisas e ainda recebe
infindáveis verbas do próprio governo, que deveria prender tais
bandidos. O crime compensa. A baderna rende frutos no país sem lei e
deturpado moralmente.
As coisas começarão a melhorar quando as
pessoas entenderem que o indivíduo é um fim em si, não algo
sacrificável pelo “bem coletivo”. Quando aceitarem que indivíduos que
criam riqueza no livre mercado merecem respeito e admiração, não o
seqüestro de seus bens em nome da “igualdade”. Quando os heróis da
juventude forem pessoas como Dell ou Sam Walton, não Che Guevara ou
Lindberg Farias. Somente assim os indivíduos empreendedores estarão
livres para criar riquezas, gerar prosperidade, sem o peso excessivo de
tantos parasitas, cuja existência é possível pela enorme decadência
moral da sociedade.