Quando algumas pessoas afirmam que a resposta para todos os nossos
males encontra-se na palavra mágica “educação”, inevitavelmente me vem
à cabeça a figura de Marilena Chauí. A professora da USP tem até
doutorado, mas defende tudo de errado no mundo. Não que eu menospreze a
relevância da educação. Ela é fundamental, sem dúvida. Apenas não é a
panacéia que alguns pensam, como se fosse curar todas as doenças do
nosso povo. Creio que o buraco é mais embaixo. Somos prisioneiros de
uma mentalidade torta, que deposita no Estado uma fé messiânica,
transferindo a responsabilidade, que é individual, para entes
coletivos. Há um grave problema cultural no país. Somente aprender a
ler e escrever não resolve isso. Marilena Chauí é a prova disso.
O
contra-exemplo para quem deposita toda a fé na educação está em Cuba.
Dizem que não há analfabetos naquela ilha-presídio. No entanto, sobra
miséria, enquanto Fidel aparece entre os mais ricos do mundo, segundo a
revista Forbes, que avalia em quase um bilhão de dólares sua fortuna.
Os cubanos são analfabetos funcionais. Como disse Mário Quintana, “os
verdadeiros analfabetos são os que aprenderam a ler e não lêem”. De que
adianta saber ler e ter apenas um jornal como fonte de “informação”,
controlado pelo ditador? Para que vale saber ler e ser vítima de
doutrinação ideológica desde cedo, nas escolas? O que importa ter
diploma e não ter emprego? Temos taxistas engenheiros e prostitutas
diplomadas. Isso é o resultado de “educação” sem liberdade econômica.
Fica então a pergunta: qual educação é válida?
Voltando ao
exemplo de Marilena Chauí, temos nessa intelectual o ícone das
pregações esquerdistas que sempre fracassaram, trazendo infinita
miséria para as cobaias dessas experiências grotescas. Lembro que o
socialismo não foi idealizado por proletários, mas sim por intelectuais
eruditos. A doutora Chauí, que tenta culpar fatores exógenos pela
enorme crise moral que seu querido partido se meteu, defende aberrações
como o MST e ainda enxerga importância no Fórum Social Mundial,
cacofonia sem propostas concretas que serve apenas de palco para
críticas vazias. O “outro mundo possível” pregado pelos seus
participantes é na verdade a Utopia, o “não-lugar”, que na prática leva
ao caos e terror dos países que testaram o comunismo. O fato de Chauí
ter um doutorado parece não impedi-la de enxergar o óbvio, partindo da
premissa altamente questionável de que ela é honesta intelectualmente.
Os
absurdos pregados por Chauí parecem ser infindáveis. A professora
considera que justiça “consiste em tornar iguais os desiguais”. Como
seres humanos sempre serão diferentes em inúmeros aspectos – tais como
altura, beleza, peso e gostos – podemos concluir que tal igualdade diz
respeito somente ao fator financeiro. Tamanho materialismo só pode ser
fruto de uma grande inveja de quem detesta o sucesso alheio. Afinal,
riqueza não é estática, mas sim dinâmica e criada por indivíduos. Para
um ficar rico, o outro não tem que ficar pobre. Defender a igualdade
material, tirando dos ricos para dar aos pobres, é imoral, além de
ineficiente, pois nenhuma nova riqueza será criada assim. Fica também a
suspeita de hipocrisia, dado que a professora vive com bem mais
conforto que a média, e poderia começar sua “justiça social” doando
seus bens materiais para pessoas mais pobres. Defender o altruísmo com
o esforço alheio é fácil.
Marilena Chauí culpa o
“neoliberalismo” pelos problemas brasileiros. Como pode alguém com
tanta erudição desconhecer que o liberalismo passou mais distante do
Brasil que Plutão da Terra? Será que tanta “educação” não foi
suficiente para a intelectual saber que estamos depois da octogésima
posição no ranking de liberdade econômica tanto do Heritage como do
Frasier, conhecidos institutos internacionais? Que “neoliberalismo” é
esse onde abrir uma empresa é tarefa hercúlea, e fechar é impossível?
Onde está a liberdade econômica quando a burocracia controla cada
detalhe dos negócios? O Brasil é tudo, menos liberal. Chauí, com
mestrado e doutorado, não sabe disso?
Em resumo, educar o povo é
crucial, uma condição necessária para o progresso da nação. Mas não
parece ser suficiente. Afinal, qual educação será dada é uma questão
fundamental. O que será lido quando o povo souber ler? Quando vemos
famosos intelectuais defendendo ideologias totalmente fracassadas, fica
a dúvida: será que o povo poderá ter uma educação decente sob a tutela
de professores como Marilena Chauí? Me parece que antes de tudo os
brasileiros precisam de um antídoto contra a verborragia dos
intelectuais de esquerda. A maioria das desgraças humanas não foi
parida por idéias de completos ignorantes, mas sim por intelectuais de
renome, como a senhora Marilena Chuaí.
Mais resumos sobre A Verborragia dos Intelectuais