Dividida em três partes,
Lira dos Vinte Anos é um marco do chamado ultra-romantismo.
A
primeira parte
é marcada pela idealização gigantesca da mulher e do amor, a presença constante da idéia da morte próxima e religiosidade. Como especificado no segundo prefácio, a
primeira parte é mais
Ariel e a segunda
Caliban.
Esta Segunda parte contém uma poesia mais sombria, povoada de cadáveres, mulheres (melhor dizer vultos) e festas boêmias, com até certo escárnio em alguns poemas; há também uma peça de teatro (Boêmios, ato único de uma comédia não escrita).
Já a terceira parte mistura um pouco das duas anteriores, muito mais a da primeira que a da outra, com uma irregularidade típica do autor. A obra é toda marcada pela influência dos autores estrangeiros como
Musset e Byron (este último e sua obra é presença constante nas poesias e epígrafes).