Três histórias, três olhares no feminino sobre a vida, a sociedade e os afectos, tendo como pano de fundo o século XX português.
Claramente para quem gosta de palavras e ideias, é um puzzle a três dimensões (talvez mais) que se constrói saboreando uma
escrita fluida mas profunda, ao mesmo tempo que nos leva a viajar para lugares sentidos onde por vezes já estivemos por moto próprio.
Apela ao nosso lado mais extravagante e oculto, onde guardamos pequenas coisas, motivo de secretos orgulhos ou vergonhas, a que conferimos o estatuto de privadas.
Vale a pena pela abordagem original, pelas ideias e pela escrita. Um bom cartão de visita da autora que me levará a procurar outras obras.
Bravo, Inês!