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O TELEGRAFO - PARTE II

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Autor : Jose Augusto
Resumo de : pirar2002
Visitas : 1056  palavras: 900   Publicado em: junho 11, 2007
O TELEGRAFO

O aparelho foi aperfeiçoado pelos alemães Gauss e Weber; o professor Steinhel, depois, acrescentou, até na ponta das agulhas, uma ligeira ponta cheia de tinta que, deslizando sobre uma tira de papel que, levada pelo movimento de Um mecanismo do relógio, traçava pontos e sinais convencionais. A telegrafia avançava sempre e mais clara e segura. Steinhel não deve ser esquecido também devido a outra importante inovação: a ele cabe o mérito de ter abolido o fio de retorno, explorando a ótima condutibilidade da terra. Assim, construíram-se os telégrafos com um único fio em lugar de dois, que antes, eram indispensável. A seguir, conseguiu-se simplificar as instalações, usando somente três galvanômetros para todas as letras do alfabeto. Para tal objetivo, eram empregadas correntes fracas, médias e fortes, que produziam desvios com amplitudes variáveis de cada agulha.
Mais tarde, o emprego da magnetização temporária do ferro doce e a conseqüente invenção do eletroímã, que atrai e deixa em liberdades a própria âncora, inspirou o americano Samuel Morse. Durante a travessia do oceano que o conduzia de volta da Europa para a América, teve a idéia de aplicar, na telegrafia, o princípio de atração da âncora aos pólos do eletroímã. Quando terminou a viagem, Samuel Morse dirigiu-se ao comandante do navio e disse-lhe: “Capitão, quando o mundo inteiro admirar meu telegrafo, não se esqueça de que eu o inventei aqui, a bordo do Sully, em 13 de outubro de 1832”.
O fato, realmente, verificou-se porque, após muitas peripécias e obstáculos, em 1844, inaugurava-se, com explêndido êxito, a primeira linha telegráfica dos Estados Unidos, entre Washington e Beltimore.
As partes principais do telegrafo Morse são:
_ O aparelho transmissor, constituído de um interruptor, por meio do qual, baixando-se uma tecla, pode-se fechar o circuito da corrente.
_ O aparelho receptor, constituído de um eletroímã, cujo enrolamento é percorrido pela corrente elétrica, e de uma alavanca, que traz, numa das extremidades, uma âncora, situada diante do núcleo do ímã, e na outra extremidade, uma ponta, sob a qual corre uma tira de papel envolta num cilindro.
_ Uma bateria de pilhas para fornecer a corrente.
­_ O fio da linha sustentando por postes telegráficos, nos quais está fixado, por meio de isoladores de porcelana ou de vidro.
Para transmitir um telegrama, aperta-se a tecla do transmissor: a corrente do circuito passa através do fio do eletroímã do receptor, que se magnetiza, atrai a âncora e aproxima a ponta da alavanca da fita de papel que corre debaixo dela. Esta ponta, premindo sobre o papel, assinala um ponto, se o contato do transmissor é instantâneo, e uma linha, se o contato é prolongado. Por meio de pontos e linhas, pode-se formar um alfabeto convencional.
Constatou-se também que como fio de retorno da corrente, pode servir, simplesmente, a terra. Em tal caso, uma das extremidades do fio termina, em cada uma das duas estações, como uma chapa metálica, que é enterrada em lugar úmido.
Outro inventor, Eduardo Hughes, douto físico da Universidade de Nova York, e também habilíssimo mecânico, em seu novo telégrafo, substituiu ao alfabeto convencional, diretamente, os caracteres tipográficos ordinários, de modo a evitar a dupla tradução para a compilação do recado. Graças a esta vantagem, o telégrafo Hughes, desde 1861, foi adotado pelo Governo Italiano, e seu sucesso induziu outros países da Europa e adotá-lo.
O lado anterior da mesa é ocupado por um teclado semelhante ao de um piano, constituindo o manipulador do aparelho; as teclas são vinte e oito, alternadamente, brancas e negras. Sobre a mesma mesa, é constituído um castelo de metal, que sustém um sistema e várias rodas e carretéis denteados, que imprimem um movimento rotatório contínuo e uniforme aos diversos empenhos.
O físico inglês Wheatstone, construía um novo tipo de telégrafo de agulhas que, depois, aperfeiçoava, transformando-o em telégrafo eletromagnético, no qual, um único fio transmite a corrente elétrica de uma a outra estação e guia uma agulha, que corre sobre um quadrante, em cujo contorno estão assinaladas as letras do alfabeto. A parada do indicador aponta, precisamente, a letra que se deseja transmitir.
A constância e o estudo incessante de tantos voluntariosos conduziram à telegrafia submarina. As moderníssimas e velozes telescreventes assinalam um passo seguro nas telecomunicações, mas a mais fúlgida vitória cabe ao telégrafo sem fio, glória de Marconi, mediante o qual a palavra do homem, sem fio algum, pode levar o socorro a qual a palavra do homem, sem fio algum, pode levar o socorro a qualquer parte.
Em 1880, com a invenção da pilha voltaica, a telegrafia ótica foi definitivamente abandonada e substituída pela telegrafia elétrica. O primeiro a empregar a corrente das pilhas voltaicas foi, nos primeiros anos do século XIX, o cientista alemão Sömmering, que utilizou um fio condutor para cada letra do alfabeto. Na estação de partida, as extremidades dos fios mergulhavam numa pequena bacia de água acidulada, e se desenvolviam, assim, as conhecidas pequenas bolhas gasosas de hidrogênio e de oxigênio.
Tal sistema, porém, apresentava-se muito complexo e inadequado a linhas telegráficas muitos extensas. Mias tarde, o físico dinamarquês Oersted descobriu que uma agulha magnética desvia-se da direção normal nas proximidades de um condutor percorrido por corrente, e os cientistas exploraram tal fenômeno para aplicá-los logo na telegrafia. O grande Ampère substituiu o recipiente de água acidulada (onde terminavam os fios condutores de Sömmering) por outros tantos galvanômetros, cujas rotações de agulhas, nos dois sentidos, davam as indicações de duas letras.

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