Mas o conceito do zero demorou muito tempo para ser pensado.
Os babilônicos começaram a usar um sinal para indicar
as casas vazias quando faziam contas, mais ou menos uns 300 anos antes de Cristo.
Sim, nem mesmo os egípcios tinham conhecimento do zero. Todo o incrível trabalho de geometria e matemática empregado nas pirâmides e no delta do Nilo não contava com o zero. A aceitação de algo abstrato levou tempo e enfrentou barreiras incomensuráveis.
A Igreja Católica protegia o pensamento aristotélico, onde não cabia um elemento não agressivo, que não significasse nada ou, pior, o vazio, como o número zero.
O calendário, por exemplo, tinha várias falhas exatamente pela falta do zero.
Mas o zero não mudou apenas princípios matemáticos e físicos.
Ele também influenciou as artes para sempre. É graças ao zero que o
ponto de fuga, que dá a sensação de perspectiva ás pinturas, foi criado. Antes do século 15, as pinturas não tinham vida ou profundidade. Foi o italiano Filippo Brunelleschi que usou o zero para criar a sensação de espaço e dimensão.
O zero é tão importante na sociedade atual que toda a tecnologia dos computadores se baseia em dois números: o 1(um) e o 0 (zero), que formam o
sistema binário.