A influência da Amazônia sobre o clima global ainda é um tema controverso. As dificuldades de se avaliar os parâmetros relevantes são muitas e complexas, e as estimativas podem variar em mais de 100%.
A Floresta Amazônica influi no clima principalmente através da emissão ou retenção de gases e da evapotranspiração - isto é, transpiração das plantas e evaporação da água retida nas folhas, caules e na serrapilheira (material vegetal descartado). A evapotranspiração na Amazônia é tão grande que é responsável por cerca de 50% das chuvas que a floresta recebe. O restante é originário de águas trazidas do Oceano Atlântico através dos ventos, como parte do ciclo hidrológico da região. Esta é uma cifra imensa: estima-se que a contribuição média da evapotranspiração das florestas em geral para as chuvas locais, nas latitudes temperadas, seja de apenas 10%.
A influência maior e mais discutida, entretanto, refere-se à produção e retenção de gases, em especial o oxigênio (O2) e os chamados gases estufa, como o gás carbônico (CO2), o vapor de água (H2O) e o metano (CH4).
Quanto à emissão de oxigênio, ao contrário do que muitas vezes é dito, a Amazônia não pode ser considerado o "pulmão do mundo" por causa de sua produção desse gás. Durante o dia, a vegetação verde produz oxigênio e absorve gás carbônico através da fotossíntese; porém, durante a noite, ocorre o processo inverso (respiração), com a absorção de oxigênio e a liberação de gás carbônico. O equilíbrio, porém, não é perfeito, e o saldo final - se haverá mais produção do que absorção de CO2 e O2 - dependerá de outros processos, como as queimadas e o reflorestamento. O reflorestamento resulta na absorção de gás carbônico, pois a floresta em crescimento precisa do carbono presente na molécula de CO2 para a constituição da matéria orgânica de que as plantas são feitas. Já as queimadas liberam gás carbônico. Outras partes do globo, como as regiões do oceano ricas em plânctons, têm saldo final de produção de oxigênio.
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