Clima – A falta de Chuva no Nordeste Tal fenômeno se estabeleceu provavelmente há 20 mil anos, no
fim da última grande era glacial. A pressão atmosférica não é igual em todo o planeta. Na década de 1920, o inglês Gilbert Walker descobriu que o padrão meteorológico do Oceano Pacífico
Equatorial contém uma área de baixa pressão atmosférica sobre a Indonésia e o norte da Austrália e uma área de alta pressão no Oceano próximo a costa da América do sul. O ar de cima pra baixo impede a formação de nuvens e chuvas e que ao longo de milhares de anos, levou o surgimento do Deserto do sul do Chile e da região de Lima no Peru. Em ciclos de 3 a 7 anos, nos meses de setembro, outubro e novembro, por motivos ainda não totalmente esclarecidos, uma grande massa de água quente vinda da Austrália avança pelo Pacífico Equatorial em direção ao leste além da ilha de Taiti, é o El Niño. As chuvas são desviadas para o Oceano Pacífico, fazendo a corrente de ar vinda do sudeste asiático a cair diretamente sobre o
nordeste, impedindo nuvens e chuvas. A estação de chuvas no nordeste é erroneamente chamada de inverno, embora ocorra nos meses de outono e verão. O movimento da zona de convergência intertropical depende da temperatura das águas do oceano, que na região equatorial varia entre 26 e 29ºC. E a variação de 1°C a 0,5°C entre as águas do Atlântico norte e sul é a diferença entre um “inverno” chuvoso ou seco. Chove no polígono uma média de 400 a 700 mm por ano, 7 vezes mais que na Califórnia, uma das regiões de agricultura mais desenvolvida do mundo. A diferença está no gerenciamento dos recursos.