Após uma explosão atómica cai na Terra a poeira radioactiva a que chamamos precipitação radioactiva. Os componentes desta
poeira misturam-se não só com a precipitação natural como também com a poluição atmosférica produzida pelo Homem.
É importante perceber que a precipitação radioactiva produzida pelas bombas atómicas difere dos materiais dos resíduos atómicos, pelo que, vamos ter partículas insolúveis. As mais pequenas aderem fortemente às folhas das plantas. Deste modo, a radioactividade entra na cadeia alimentar, à qual também pertencemos, certo?
Também é muito importante perceber que a radioactividade entra na cadeia alimentar independentemente do tipo e dimensão de bomba utilizada, inclusive as utilizadas para fins pacíficos (exemplo: escavação de portos, canais,etc.).
E se pensa que por viver onde vive não está sujeito(a) à radioactividade, engana-se. Lembre-se que faz parte de um
ecossistema. Estudos revelam continuamente a existência de radinuclidos na flora e na fauna da qual fazemos parte. Já em 1965, um estudo realizado nos ossos de crianças Americanas revelou que o montante de estrôncio-90 variava de 4 a 8 pCi por grama de cálcio no osso. Não sei se são valores nocivos, mas bem não estão com certeza a fazer!