A palavra hidrogénio deriva do grego “hydro” (água) e “genes” (criador, gerador) e foi utilizada pela primeira vez por Antoine Lavoisier (1743-1794), famoso químico francês. A descoberta do hidrogénio remonta ao século XVII. Robert Boyle (1627-1691), químico e físico inglês, publicou em 1671 um trabalho no qual descreve uma reacção entre limalhas de ferro e ácidos diluidos da qual se libertava um “gás gerador de água”. Mas foi só cerca de um século mais tarde, em 1766, que o também químico e físico inglês Henry Cavendish (1731-1810) reconheceu o hidrogénio como sendo um elemento, apesar de o ter descrito erradamente como um “ar inflamável que se obtém a partir dos metais”. De facto, nas suas experiências com mercúrio o hidrogénio libertado provinha do ácido utilizado e não do metal. O hidrogénio, que tem por símbolo químico a letra H, é o mais leve de todos os elementos conhecidos e de longe o mais abundante no universo (90 % de todos os átomos no universo são de hidrogénio), sendo responsável por cerca de 75 % da sua massa. É o principal constituinte do nosso Sol e da maioria das estrelas. O Sol obtém a sua
energia através de vários processos nucleares, mas principalmente através da fusão de dois núcleos de hidrogénio o que origina um outro elemento conhecido por Hélio. Desta fusão, é libertada uma enorme quantidade de energia, mais do que a suficiente para irradiar a Terra e permitir o desenvolvimento e a manutenção da vida tal qual a conhecemos. O hidrogénio, é também o principal componente do planeta Júpiter em cujo interior, e devido à existência de pressões muito elevadas, os cientistas consideram provável que o hidrogénio molecular sólido se encontre na forma de hidrogénio metálico. A molécula de hidrogénio, cuja fórmula química é H2, é composta por dois átomos deste elemento. No estado gasoso, está presente na atmosfera terrestre em muito pequenas quantidades, mas faz parte da molécula de água que é essencial à vida e está também presente na grande maioria dos compostos orgânicos que compõem o nosso corpo. Por exemplo, uma pessoa que tenha 75 Kg de massa corporal possui no seu corpo cerca de 7,5 Kg de hidrogénio. Um facto interessante é o de algumas bactérias conseguirem utilizar o hidrogénio molecular (H2) no seu metabolismo para obterem energia. Ao contrário, existem outras bactérias que são capazes de gerar H2, o que as torna atractivas para fins biotecnológicos ligados ao desenvolvimento de fontes de energia alternativas.
O hidrogénio também é utilizado pelo Homem em processos geradores de energia, por exemplo, como propulsor em foguetões.
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