Uma
ligação covalente significa o compartilhamento de um par eletrônico entre dois átomos. Entretanto, quando os dois átomos
são diferentes,
é comum um deles “puxar” o par eletrônico para o seu lado; é o que acontece, por exemplo, na molécula HCl. O cloro atrai o par eletrônico para si, em prejuízo do hidrogênio _
o cloro é mais eletronegativo que o hidrogênio. Diz-se então que a
ligação covalente está polarizada, ou que é uma
ligação covalente polar.
Quando os dois átomos são iguais como acontece com H² e Cl², não há razão para um átomo atrair um par eletrônico mais que o outro; temos então uma ligação covalente apolar.
Eletronegatividade é a capacidade que um átomo tem de atrair para si o par eletrônico que ele compartilha com outro átomo, numa ligação covalente.
Os elementos mais eletronegativos são os halogênios _ especialmente o Flúor, de eletronegatividade igual a 4,0; o Oxigênio e o nitrogênio.
A eletronegatividade de cada elemento químico está relacionada com seu
potencial de inonização _ ou
afinidade eletrônica. Uma decorrência importante do estudo da eletronegatividade dos elementos é que, em função da
diferença de eletronegatividade entre os átomos envolvidos, podemos classificar as ligações covalentes em:
·
Ligações apolares: quando a diferença de eletronegatividade é
zero _ ou muito próxima de zero.
·
Ligações polares: quando a diferença não é igual a zero.
Quando essa diferença ultrapassa o valor 1,7 a atração de um dos átomos pelo par eletrônico é tão grande que o átomo “rompe” a ligação covalente, tornando-se uma ligação iônica. A polaridade de uma molécula não depende só da
polaridade de suas ligações. Mas, também, da
forma geométrica da molécula. Quando uma molécula é
totalmente simétrica, quer na distribuição dos átomos, quer nos pares eletrônicos livres, ela será
apolar. Pelo contrário, quando os
“Veteres polaridades” não se anulam, a molécula será
polar.