A
dopamina é
sintetizada a partir do aminoácido precursor L-Tirosina, Num processo que envolve dois passos enzimáticos. A L-tirosina é convertida em L-DOPA (L-1,3-diidroxifenuilalanina) pela enzima tirosina-hidroxilase. A seguir a L-DOPA sofre uma descarboxilação por acção de uma enzima descarboxilase de L-aminoácidos, dando origem à dopamina. O primeiro passo enzimático constitui a etapa limitante nesta via biossintética. A tirosina-hidroxilase é activada por fosforilação catalizada pela acetil-CoA carboxilase. A falta da enzima ou da sua activação são factores que levam à diminuição de dopamina nos neurónios do putâmen. Uma vez sintetizada moléculas de dopamina são incorporadas e concentradas em vesículas que a transportam desde o corpo celular, ao longo do axónio até um terminal sináptico. Aí a libertação de Dopamina ocorre através de um mecanismo dependente de cálcio. Ao serem libertadas para a fenda sináptica após estímulo adequado a dopamina interage com
receptores a ela específicos dos tipos D1 e D2 existentes na
membrana pós-sinaptica (heteroreceptores). A Dopamina também pode ser recaptada pela membrana pré-sinaptica por receptores (autoreceptores).
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