Células–tronco.
O que são células-tronco?
Também conhecidas como células-mamãe ou células estaminais. São células imaturas que se multiplicando são capazes de dar origem a tecidos diferenciados. A continuação dos estudos sobre as células-tronco demonstrou que elas têm as seguintes características básicas: são indiferenciadas e têm a capacidade de gerar não só novas células-tronco como também grande variedade de células diferenciadas funcionais.
Elas possuem a capacidade de se dividir dando origem a células semelhantes às progenitoras e de se transformar (num processo também conhecido por diferenciação celular) em outros tecidos do corpo, como ossos, nervos, músculos e sangue. Devido a essa característica, as células-tronco são muito importantes, principalmente na aplicação terapêutica, sendo úteis para em terapias,combate a doenças cardiovasculares, neurodegenerativas, diabetes tipo-1, acidentes vasculares cerebrais, doenças hematológicas, traumas na medula espinhal e nefropatias.
Como elas se dividem?
Realizam uma dupla tarefa (replicação e diferenciação), a célula-tronco pode seguir dois modelos básicos de divisão: o determinístico, no qual sua divisão gera sempre uma nova célula-tronco e uma diferenciada, ou o aleatório (ou estocástico), no qual algumas células-tronco geram somente novas células-tronco e outras geram apenas células diferenciadas (figura 1).
Elas podem ser:
Embrionárias: São capazes de se multiplicar de forma rápida, dando origem a todas as variedades de tecidos diferenciados. A fecundação do óvulo pelo espermatozóide dá início a uma seqüência de reproduções celulares que vêm formar um grupo de células cujas características são muito peculiares. Elas, ao se multiplicarem, originam células idênticas a elas próprias e, a partir de um determinado momento, são capazes de dar origem a qualquer tipo de tecido do organismo, vindo finalmente a originar os diferentes órgãos. Daí o nome células-tronco embrionárias. Vale ressaltar que as duas propriedades citadas (reprodução de mesmas células e de células diferenciadas) constituem o núcleo de interesse das pesquisas sobre as células-tronco embrionárias.
Adultas: As células maduras, sendo as mais conhecidas as encontradas na medula óssea, multiplicam-se mais lentamente e sua capacidade de geração de variedades de tecidos diferenciados é limitada. Exemplos: espermatogônia (Célula-troco que origina espermatozóides) megacariócito (Célula-tronco que origina os glóbulos vermelhos).
As células-tronco ainda se classificam de acordo com o tipo de células que podem gerar:
* Totipotentes: podem produzir todas as células embrionárias e extra-embrionárias;
* Pluripotentes: podem produzir todos os tipos celulares do embrião;
* Multipotentes: podem produzir células de várias linhagens;
* Oligopotentes: podem produzir células dentro de uma única linhagem;
* Unipotentes: produzem somente um único tipo
celular maduro.
LEMBRETE! De forma diferente das células-tronco, as células já diferenciadas se reproduzem com as suas próprias espeficidades, por exemplo, se houver um machucado na boca, as células da mucosa oral ao se reproduzirem dão origem a células da mucosa oral exclusivamente.
Terapia Celular
Como exemplo de um método de terapia celular eficiente, de rotina bem estabelecida, temos o transplante de medula óssea para tratamento da leucemia. Neste procedimento, a medula óssea do doador provê células-tronco unipotentes que vão fabricar novas células sangüíneas sadias.
O que se pode esperar?
Espera-se que células lesadas, ou com função pouco eficiente, das mais variadas categorias, possam ser substituídas em qualquer de nossos órgãos por células jovens induzidas a desempenhar as tarefas das células originais. O alcance desta nova possibilidade terapêutica parece atingir objetivos sem precedentes. As pesquisas ainda são iniciais. Há necessidade de comprovação de vários conhecimentos e técnicas ainda iniciais.O caminho é promissor e certamente longo.
Objetivos das pesquisas:
O principal objetivo das pesquisas com células-tronco é usá-las para recuperar tecidos danificados por doenças ou traumas. São encontradas em células embrionárias e em vários locais do corpo, como no cordão umbilical, na medula óssea, no sangue, no fígado, na placenta e no líquido amniótico. Nesse último local, conforme descoberta de pesquisadores da Escola de Medicina da Universidade de Wake Forest, no estado norte-americano da Carolina do Norte, foi noticiada pela imprensa mundial nos primeiros dias de 2007.
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