Uma equipa de cientistas norte-americanos analisou sequências de proteínas e de ADN em
ossos fossilizados de
dinossauro Tyrannosaurus rex com 68 milhões de anos e em ossos de
mastodonte(
Mammut americanum) com 160 a 600 mil anos de antiguidade. Os investigadores utilizaram
espectrometria de
massa para sequenciar proteínas, péptidos e ADN. No caso do famoso T. rex, foi possível encontrar colagénio I (o principal componente orgânico dos ossos) bem preservado. Isto é importante,
Uma vez que é muito difícil encontrar em fósseis ADN cuja sequência não tenha sido alterada e/ou danificada pela acção do tempo (esse grande escultor como lhe chamou Marguerite Yourcenar), enublando o estabelecimento de ligações genéticas e relações evolutivas entre fósseis. Os resultados agora obtidos pela análise de proteínas (que no fundo são o produto da expressão genética) vêm abrir novas possibilidades para a arqueologia biomolecular. De facto, os cientistas verificaram que quer o colagénio I nos ossos do T. rex, quer as proteínas analisadas nos ossos do mamute (utilizado com uma espécie de controlo, uma vez que se extinguiu há muito menos tempo) apresentam uma excelente estabilidade nas suas ligações peptídicas (ligações entre os aminoácidos nas proteínas). Isto indica que esta técnica aparenta ser uma boa ferramenta analítica para fornecer informação fiável e utilizável em estudos evolutivos e adaptativos de seres extintos há muitos milhões de anos, o que hoje em dia é difícil, senão mesmo impossível de obter com ADN “fossilizado”. Estes resultados foram publicados em dois artigos na revista Science ( Science 13 April 2007:Vol. 316. no. 5822, pp. 277 – 280 e pp. 280 - 285).
Mais sinopses sobre Sequenciadas proteínas do dinossauro Tyrannosaurus rex