Vemos o mundo que nos rodeia cheio de
cores. Antes da invenção da escrita, a cor foi utilizada por civilizações como meio de comunicação e registo de acontecimentos. Serviu também para distinguir estratos sociais através da cor das roupas e ornamentos. Nas religiões, os sacerdotes usam a cor dos seus paramentos para identificar os rituais. Noutros animais as cores desempenham o papel de sinalizadores na competição, agressão e reprodução .
O fascínio pela cor conduziu-nos a procurar de substâncias coloridas que permitissem “encher” o mundo artificial com cores. Alguns
pigmentos, extraídos de minerais ou plantas, foram utilizados pelos nossos antepassados em pinturas rupestres. Outros ficaram na história por terem mudado a industria química, a arte, a moda, a nossa alimentação, o nosso modo de viver.
Hoje, graças aos progressos da química, já se sintetiza a grande maioria dos pigmentos utilizados, existindo uma gama praticamente infinita de cores. O azul dos “jeans”, o malva púrpura e vários pigmentos sintéticos são exemplos do papel da química na obtenção de
Cor.
A cor que experimentamos sensorialmente existe devido à interacção entre a radiação luminosa e o os electrões da matéria que nos rodeia e de que somos feitos.
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