Há cerca de 560 milhões de anos, ocorreu uma grande revolução da
vida na Terra, a revolução do Câmbrico. Quase todos os grandes grupos
animais nossos antepassados surgiram nessa era geológica. Pensa-se que foi a partir do Câmbrico que evoluíram os vários tipos de
olhos que conhecemos hoje e que conferiram uma enorme mobilidade a esses animais.
Por outro lado, a
evolução dos olhos poderá ter sido a chave desta grande revolução. Os olhos evoluíram nos animais para resolver os problemas da orientação, predação e defesa contra predadores.
Sabemos que estes órgãos evoluíram independentemente e inúmeras vezes ao longo da evolução da vida na Terra. A demonstrá-lo está o facto de nos animais terem surgido olhos cerca de 40 a 60 vezes independentemente. Não seria esse o caso, se os olhos fossem muito difíceis de evoluir. Os olhos de cada tipo de animal estão adaptados ao seu modo de vida e necessidades específicas.
Os órgãos mais elementares da visão conhecidos não são estruturas complexas como os nossos olhos ou os dos insectos, mas zonas designadas por ocelos, sensíveis à
luz e que existem em seres aquáticos muito simples. Alguns destes seres desenvolveram
ocelos altamente especializados durante milhões de anos de evolução, e podem ter sido o ponto de partida para as diferentes arquitecturas que hoje encontramos na visão.
Contudo, a evolução não conduz à formação de órgãos perfeitos: apenas de órgãos eficazes para a sobrevivência dos organismos.
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