Em sua clássica experiência Spemann demonstrou que o mesoderma induz uma região do ectoderma originar o tubo neural.
Spemann usou dois embriões de anfíbios. De um deles retirou um pedaço do mesoderma que ficava abaixo do ectoderma dorsal, de onde se originaria o tubo dorsal. Tomou esse fragmento e o transportou para o outro embrião, colocando-o precisamente na região oposta àquela em que deveria formar-se o tubo neural, ou seja, a região vertebral.
No primeiro embrião, não houve a formação do tubo neural. O embrião que recebeu o enxerto, formaram-se dois tubos neurais _ um dorsal e outro vertebral.
Numa experiência complementar, retirou-se de um embrião, não o mesoderma, mas sim o ectoderma da região onde deveria formar-se o tubo neural. Esse enxerto, quando colocado na região ventral de outro embrião não originou o tubo. Isso veio confirmar que uma região especifica do mesoderma estimula modificação no ectoderma.
Admite-se hoje a atividade de substancias citoplasmáticas que agem sobre o núcleo _ mais precisamente sobre os genes nele situados, estimulando o funcionamento de certos DNA específicos, que até então se encontravam inativos.
Essas
substâncias citoplasmáticas podem ser provenientes até mesmo de células vizinhas, o que justificaria a ação do mesoderma sobre o ectoderma, na
experiência de Spemann.