HEROÍNA E LSD
O que é?
A
heroína pertence à classe de drogas conhecidas como opiáceos, juntamente com o ópio e a morfina. Ela é obtida a partir da seiva das cápsulas de semente de papoula (ópio cru) e de um posterior beneficiamento químico. Trata-se de uma combinação química de morfina (uma alcalóide do ópio) com ácido acético. A heroína apresenta-se como pó branco ou levemente marrom (ás vezes levemente cinza), ou então como substância marrom-escura.
História
A heroína comercializada de maneira clandestina raramente é pura e contém, geralmente, as assim chamadas “substâncias adulterantes”.
Esse derivado do ópio foi primeiramente desenvolvido e patenteado pela firma Bayer, em 1898, com ampla aplicação posterior na linha medicamentosa de anestésicos.
Como é consumida?
A heroína, como droga, é consumida de três maneiras:
- Através do fumo, e inalação
- Por via intravenosa
- Por via intranasal.
Quando é injetada, toda a heroína entra imediatamente na corrente sangüínea, provocando impactos imediatos, e, assim, o risco de overdose.
Situação legal
A heroína é uma droga ilegal, i.e., sua fabricação, posse, distribuição (gratuita) e comércio constituem-se em crime. Não existe qualquer forma legal para sua produção, sua distribuição ou seu uso.
Quais são os efeitos?
A heroína, como todos os opiáceos, atua fortemente, de maneira anestésica e calmante. Os usuários de heroína costumam relatar sensações de calor acolhedor, bem-estar, euforia e contentamento. Com isso, sensações negativas como dor, medo, preocupações, mau-humor e indisposição são encobertas depois da ingestão ou injeção.
Porém, depois de surgir uma momentânea e sensível sensação de bem-estar (“flash”), o efeito euforizante diminui rapidamente. As pupilas contraem-se fortemente.
Uma vez que os opiáceos são anestésicos, a heroína pode diminuir ou eliminar dores físicas, mas também pode resultar em inconsciência. Efeitos colaterais negativos incluem náuseas, vômitos, constipação, coceiras e respiração mais lenta.
Quais são os riscos?
- O efeito imediato provocado pelo consumo intravenoso pode facilmente causar overdose.
- Já depois de um consumo regular relativamente curto, a heroína produz dependência física e psíquica.
- As dependências são muito severas, e para superar a dependência física, muitas vezes há necessidade de se recorrer a outras substâncias (metadona) que simulam no organismo a presença da droga.
- A heroína é comercializada clandestinamente em vários graus de pureza. Isso envolve um risco adicional de overdose quando o usuário abre um novo volume ou muda de fornecedor.
- Na interrupção do consumo surgem fortes manifestações da síndrome de abstinência.
- Riscos agudos se constituem no desmaio (perigo de sufocação pro vômitos), na paralisia respiratória e/ou na overdose, com conseqüente morte.
- A heroína disponível advinda do tráfico costuma ser fortemente diluída (15% a 18% de pureza) com substâncias como fermento, giz, pó de café.
- A dependência de heroína leva freqüentemente à total degradação do usuário.
- O uso compartilhado de seringas no consumo intravenoso oferece risco de contaminação com HIV e hepatite, bem como de infecções bacterianas.
- Como a heroína é ilegal, a posse de certa quantidade ou a entrega a outra pessoa (mesmo sem ser uma venda) constitui crime com as conseqüências legais (condenação à pena de prisão).
LSD
O que é?
O LSD é uma droga semi-sintética alucinógena ou psicodélica. Trata-se de um líquido, em geral ingerido indiretamente.
História
O produto foi, em 1943, o resultado de pesquisas realizadas pelo laboratório Hoffman/La Roche com um cogumelo. Inicialmente encontrava aplicação medicinal em psicoterapias.
Como é consumido?
A forma de consumo é exclusivamente oral (papel, mataborrão ou cubinhos de açúcar embebidos em LSD).
Situação legal
O LSD é uma droga ilegal, i. e., sua fabricação, posse, distribuição (gratuita) ou comércio constituem-se em crime. Salvo como ingrediente em medicamentos sujeitos à receita médica, não existe qualquer forma para sua produção, sua distribuição ou seu uso.
Quais são os efeitos?
O LSD produz uma forte alteração percepção visual, acústica e do paladar, culminando em alucinações. O consumo pode gerar uma intensificação do estado do humor, uma euforia e sobrevalorização das próprias capacidades. O espectro de sensações estende-se de fantasias multicolores a imagens de temor e horror. No usuário observa-se uma dilatação das pupilas. Os efeitos começam por volta de 30 minutos depois da ingestão, atingem o pico depois de aproximadamente 2 horas e prolongam-se por cerca de 8 horas.
Quais os riscos?
- Existe uma grande possibilidade de desenvolvimento de dependência psíquica.
- Há um risco potencial da ‘má viagem” (bad trip), com sensações que provocam fortes temores e pânico.
- O estado de humor e as sensações podem resultar em aceitação de riscos incontroláveis.
- O risco principal são as sensações em estado de êxtase e as reações a elas.
- O consumo pode levar a estados psicóticos, que eventualmente resultarão em suicídio e superestimação das próprias capacidades.
- Como o LSD é ilegal, a posse de certa quantidade ou a entrega a outra pessoa (mesmo sem ser uma venda) constitui crime com as conseqüências legais (condenação à pena de prisão).
LSD: ácido lisérgico dietilamida
Psicodélico: diz de visões ou alucinações coloridas e de caráter fragmentado