Bactérias I: Primeiros Seres Vivos na Terra a Serviço da Biosfera
Inoirab
Há 4 bilhões de anos surgia da profusão da matéria orgânica complexa a primeira forma de vida, a Bactéria,microorganismo considerado, o ancestral de todos os outros seres vivos. A partir desses microorganismos, variações genética-moleculares aleatórias (mutações), que pelo processo de evolução foram selecionadas no meio ambiente ao longo do, as formas de vida mais favoráveis à sobrevivência nele, originaram toda biodiversidade que conhecemos atualmente. Suas atividades metabólica-bioquímicas permitiram a formação do meio ambiente em que vivemos, principalmente na composição da atmosfera (vide também no shvoong.com : Grupo cianobacteria, herói ou vilão, do mesmo autor). Elas tiveram influência decisiva na permanência e continuidade da vida na Terra participando de duas maneiras: a) com moléculas ancestrais- o material genético primordial; b) indiretamente do processo seletivo evolucionário das espécies promovido pelo meio ambiente para cuja formação contribuíram. Dessa forma, direta ou indiretamente todas as formas de vida hoje dependem totalmente da contínua atividade no planeta para sua sobrevivência. Por exemplo, o nitrogênio que faz parte das proteínas e aminoácidos, DNA. Etc., além dos elementos: oxigênio, enxofre, hidrogênio e fósforo constituintes de moléculas essenciais da estrutura orgânica que são a base do funcionamento da vida, são processados bioquimicamente pelas bactérias tornando-os disponíveis e assimiláveis pelos outros seres vivos. Sua participação ativa, sua interação com o meio ambiente e com as diferentes formas de vida nos chamados ciclos biogeoquímicos, seja diretamente no elemento químico, ou nos processos de decomposição da matéria orgânica morta são responsáveis (além dos fungos) pela reciclagem dos minerais que a serem incorporados na matéria viva. Quando consideramos o gás carbônico liberado nos processos de decomposição pelas bactérias no ciclo do carbono em que, 90% são utilizados na fotossíntese pelas plantas, caso seja interrompido esse processo de mineralização, calcula-se que em cerca de 100 anos o CO2 se reduzirá a zero, e a vida desaparecerá da face da Terra, pois os vegetais seriam extintos, sobrando novamente somente as bactérias quimiossintetizantes. Também esses organismos são a base da produtividade nos oceanos, sendo o plancton o primeiro elo da cadeia alimentar e também os responsáveis pelo processo de decomposição natural dos detritos marinhos. As vantagens dessas atividades, para o homem e meio ambiente sobrepujam as desvantagens, pois embora as doenças provocadas por esses microrganismos sejam mais “visíveis” e muitas vezes mortais, as formas patogênicas (para humanos, vegetais ou animais), não chegam a 0.1 % do universo bacteriano e hoje mais controladas pela ciência médica.
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