Seres Vivos IIII: DNA, Mutações e Evolução das Espécies
Inoirab
Seja qual for o conceito de vida biológico que se queira definir, invariavelmente passa pela concepção de evolução. O que é vida? Pode ser conceituada como: é um processo auto-sustentável capaz de evoluir; ou é um sistema capaz de se auto-replicar e ao longo do tempo evoluir; ou é a combinação de permanência e mudança, isto é, preserva os ganhos, aperfeiçoando os anteriores e as novidades recentes geradas são inseridas no programa genético, se adapta e evolui. A vida, biologicamente para existir se expressa por meio de mecanismos moleculares e apresenta controles moleculares para se preservar, se adaptar, e evoluir, pois os seres vivos estão sujeitos à constantes variações ambientais. Essas variações ambientais provocam mutações que podem interferir no programa de DNA, na expressão dos genes. As mutações são de natureza aleatórias, embora muitas vezes prejudiciais á sobrevivência dos ser vivo, pois geram o aparecimento de características indesejáveis, mesmo assim são consideradas como a principal fonte de novidades evolutivas. Então, podemos afirmar que a vida evolui por meio de mudanças genéticas aleatórias. Essas variações, ou mutações aleatórias ou caos molecular constituem parte importante do mecanismo da vida, que as usa para se adaptar e se redefinir em novos ambientes. A auto-replicação, portanto pode estar associada a uma taxa de erros por efeito de mutações no programa de DNA para se adaptar e evoluir. Sem uma apropriada taxa de erros os organismos não evoluem e não teriam alcançado a variabilidade que conhecemos hoje. Neste caso, simplesmente uma bactéria seria o mais evoluído ser vivo do planeta. Os seres vivos apresentam em suas células, mecanismos moleculares para controlar mutações aleatórias, as taxas de erros, ao expressarem os genes. Elas têm um filtro seletor para as mutações que causam as flutuações moleculares aleatórias permitindo que haja homogeneidade da espécie. Porém, essa seleção não é perfeita e certas mutações escapam desse crivo seletor permitindo uma variabilidade essencial à preservação da espécie, adaptando-a à novas condições, caso contrário sua extinção é inevitável, pois a espécie não resistirá às variações ambientais que provocam essas mutações, o caos ou flutuações moleculares genéticas.
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